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Carlos Santos Ferreira: Relatório da EY sobre a CGD foi “pouco profissional”

O ex-presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, Carlos Santos Ferreira, durante a sua audição na II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco, na Assembleia da República, em Lisboa, 30 de abril de 2019. MÁRIO CRUZ/LUSA
O ex-presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, Carlos Santos Ferreira, durante a sua audição na II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco, na Assembleia da República, em Lisboa, 30 de abril de 2019. MÁRIO CRUZ/LUSA

O antigo presidente da Caixa Geral de Depósitos diz que relatório foi aproveitado para ajustes de contas pessoais e políticas.

Carlos Santos Ferreira, presidente da Caixa Geral de Depósitos entre agosto de 2005 e janeiro de 2008, criticou o trabalho feito pela EY na auditoria especial à gestão do banco público entre 2000 e 2015. “Deveria ter sido realizada por uma entidade internacional e deu origem a um espectáculo que não dignifica a CGD”, acusou esta terça-feira o antigo líder do banco na II Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão na CGD.

Santos Ferreira diz que “o relatório da EY é factual, mas factualmente infeliz”. O antigo presidente do banco considera que o relatório tem “dados omissos, dados errados, dados contraditórios, indutores de erros e pouco profissional”.

Os anos em que Santos Ferreira foi presidente da CGD foram identificados pela EY como aqueles em que foram feitas mais operações geradoras de prejuízos. “Seria quase impossível que assim não fosse por causa da crise”, disse o antigo banqueiro referindo-se aos créditos problemáticos concedidos pela CGD em 2007.

Sobre o trabalho da EY, Carlos Santos Ferreira refutou as observações da auditora que considerou que a remuneração variável no banco entre 2000 e 2008 não seguia princípios orientadores e que essas decisões foram tomadas de forma avulsa. Aponta essas falhas no relatório para dizer que há um “incómodo” com este relatório.

Carlos Santos Ferreira rejeitou ainda a conclusão da EY de que tenham sido concedidos empréstimos sem o parecer da direção de gestão de risco e sem fundamentação. “Era praticamente impossível que tal acontecesse”, afirmou.

O antigo presidente da CGD, que saiu diretamente do banco público para a liderança do BCP, diz que a divulgação do relatório da EY foi uma “oportunidade para ajustes de contas pessoais ou políticas” e criticou a “espiral de comentários formulando juízos de valor lesivos das honorabilidade das pessoas e da CGD”.

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