Montepio

Carlos Tavares vai rever contas do Montepio

(Artur Machado / Global Imagens)
(Artur Machado / Global Imagens)

Ainda que positivo, o valor deverá ficar longe dos 30 milhões de euros anunciados pela anterior gestão.

A Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) encontra-se em processo de revisão acentuada das contas de 2017, que deverão ficar positivas mas longe dos 30 milhões de euros anunciados pela anterior gestão, de acordo com o Público desta quinta-feira.

“O actual conselho de administração, responsável pelo fecho das contas, após a devida audição dos auditores e da comissão de auditoria, está a rever as contas de acordo com os seus próprios critérios de prudência”, adiantou fonte oficial da Caixa Económica ao Público.

Aquando da divulgação das contas do ano passado, Félix Morgado, ainda presidente da administração, anunciou que a CEMG tinha entrado num novo ciclo marcado por resultados positivos. O antigo presidente avançou com um lucro de 30,1 milhões de euros e o banco fechou o exercício com rácios de solvabilidade melhorados: rácio de capital Common Equity Tier 1 (CET1) de 13,5% e rácio de capital total de 13,6%.

Sempre que uma nova gestão entra em funções, os resultados anteriores são alvo de análise, acabando, muitas vezes, revistos. É o que tem acontecido com a entrada de Carlos Tavares na CEMG que, de acordo com o Público, tem mantido reuniões bissemanais no Banco de Portugal e contactos frequentes com a auditora externa KPMG.

Carlos Tavares aumentou o nível de imparidades na CEMG, com impacto nos resultados de 2017, que apesar de positivos, vão ficar abaixo dos cinco milhões de euros.

Só esta quinta-feira, na reunião do conselho de administração da CEMG, é que as contas do exercício de 2017 ficarão fechadas.

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