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Bobone promete fazer tudo para ter “um banco de capitais portugueses”

Bruno Bobone, discursa na sede da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP). Ao seu lado, Paulo Portas,  antigo vice primeiro ministro e ex líder do CDS, que assumiu hoje a vice presidência da CCIP e vai ficar com o pelouro da internacionalização. Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens
Bruno Bobone, discursa na sede da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP). Ao seu lado, Paulo Portas, antigo vice primeiro ministro e ex líder do CDS, que assumiu hoje a vice presidência da CCIP e vai ficar com o pelouro da internacionalização. Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Paulo Portas tomou posse esta sexta-feira como vice-presidente da Câmara do Comércio e Indústria

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP), Bruno Bobone, afirmou hoje que vai fazer tudo para juntar os empresários portugueses em torno do desígnio de continuar a ter em Portugal “um banco de capitais portugueses”.

“Vamos fazer tudo para juntar os empresários portugueses à volta do projeto e para que saia uma solução possível para aquilo que achamos fundamental que é continuar a ter em Portugal um banco de capitais portugueses”, afirmou hoje o empresário na tomada de posse da nova direção da CCIP para o triénio 2016-18.

Em declarações aos jornalistas, antes da primeira reunião da nova direção, que integra Paulo Portas na vice-presidência, Bruno Bobone disse estar “otimista” em relação ao projeto de criar um banco privado português ou de reforço da participação nacional em bancos existentes.

“Um empresário é sempre otimista”, declarou, quando questionado sobre a expectativa em relação à resposta dos empresários a esta iniciativa.

Leia aqui: Empresários e economistas contra a espanholização da banca portuguesa

Bruno Bobone rejeitou as dúvidas sobre a existência de capital português para investir num banco: “Tenho dificuldade em perceber como é que alguém contou o capital português para saber se ele existe. Tenho consciência de que há capital português”.

O responsável considerou que a Câmara de Comércio está a fazer o que “tem obrigação de fazer”, porque “a questão sobre a inexistência de bancos de capital português é uma limitação ao desenvolvimento das empresas”.

“Quando se começou a discutir este tema [do capital estrangeiro] achámos que a câmara de comércio era o local para juntar os empresários para encontrar uma solução”, acrescentou.

“Banco de capital nacional” era o décimo e último de dez temas a tratar na primeira reunião da nova direção da CCIP, que se iniciou pelas 13:00, em Lisboa.

Já o vice-presidente da CCIP, Paulo Portas, recusou-se a comentar o tópico, prometendo, nas suas novas funções, continuar a ajudar as empresas a exportarem mais e a descobrirem novos mercados.

 

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