CGD

CE: “CGD vai implementar medidas profundas de redução de custos”

Fotografia: Rui Coutinho
Fotografia: Rui Coutinho

"Modernização" da operação em Portugal e "reestruturação" da operação internacional vão trazer CGD de volta aos lucros em 2018, diz CE

O plano de negócios apresentado pelas autoridades portuguesas em Bruxelas prevê a implementação de “medidas profundas de redução de custos” no banco público, revela o comunicado da Comissão Europeia sobre a conclusão da análise da recapitalização da CGD.

“Portugal apresentou um plano de negócios sólido, em vigor até ao final de 2020, para assegurar a rentabilidade a longo prazo do banco”, começa por referir o comunicado de Bruxelas sobre o reforço de capitais da CGD. “Este plano será levado a cabo por uma equipa de gestão recentemente nomeada, que foi aprovada pela entidade supervisora”, acrescentam, referindo-se ao “ok” dado pelo Banco Central Europeu aos nomes propostos para a administração do banco.

Este plano, detalha então o comunicado da CE, “identifica e dá resposta às atuais fragilidades da CGD e assegurará uma transformação estrutural do banco. Em especial, o banco irá reforçar a sua solvabilidade e gestão dos riscos” mas também “implementar medidas profundas de redução de custos”.

Estas medidas, em conjunto com a modernização da estrutura comercial e operacional do banco em Portugal e a reestruturação das operações internacionais, diz Bruxelas, contribuirão para que “o banco regresse à rentabilidade em 2018”, assegurando que o Estado receberá “retorno do seu investimento em condições de mercado”.

De acordo com números antes divulgados por António Domingues, o banco deverá avançar com uma dieta que passará fatura a 2200 trabalhadores, a maioria através de reformas antecipadas e uma parte pela venda de unidades de negócio.

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