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Cenário de fusão ganha adeptos dentro do banco Popular

Emilio Saracho, presidente do Banco Popular. Fotografia: EPA/Luca Piergiovanni
Emilio Saracho, presidente do Banco Popular. Fotografia: EPA/Luca Piergiovanni

Fusão com outra instituição pode evitar resolução ditada pelo Banco Central Europeu, no entender do banco Popular

O cenário de fusão do banco Popular com outra instituição está a ganhar adeptos dentro do banco espanhol. Membros da administração e alguns acionistas consideram que esta poderá ser a melhor solução para esta entidade, na sequência da forte desvalorização que o banco tem sentido nos últimos meses. A informação é adiantada esta quinta-feira pelo jornal Cinco Días, citando fontes financeiras.

O banco liderado por Emilio Saracho sustenta que, desta forma, poderá evitar uma resolução ditada pelo Banco Central Europeu (BCE). Este tem sido considerado um plano B para o banco Popular, que deverá realizar um aumento de capital no último trimestre do ano.

O banco Popular realizou três aumentos de capital nos últimos cinco anos, tendo obtido um total de 5,45 mil milhões de euros. O mais recente aumento de capital foi feito em junho de 2016. Na altura, foram obtidos 2,5 mil milhões de euros. Pouco menos do que a capitalização bolsista do banco no fecho da última sessão, na quarta-feira: 2,66 mil milhões de euros.

Governo atento

Entretanto, o Governo espanhol falou pela primeira vez em público sobre o banco Popular. A secretária de Estado da Economia, Irene Garrido, disse que a instituição precisa de uma “solução privada” e que o Governo tem acompanhado “muito de perto” as alternativas propostas pela nova administração do banco.

Irene Garrido garantiu ainda que o executivo liderado por Mariano Rajoy tem recebido indicações que o banco “não apresenta problemas de solvência” por parte do BCE.

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