Banif

Cenário de liquidação do Banif foi analisado em 2012

Carlos Costa assumiu que, em 2012, quando o Banif recebeu o apoio de 1100 milhões do Estado, a alternativa à recapitalização era a liquidação.

Questionado sobre uma carta enviada ao ministro das Finanças, Vítor Gaspar, em 2012, a alertar para a situação do Banif, Carlos Costa esclarece que, na altura, a resolução não era um cenário em cima da mesa. “A alternativa à recapitalização seria a liquidação”. Ou seja, o Banif vivia uma situação limite desde 2012.

O governador sublinha, mais uma vez, que os custos de uma liquidação e o impacto na economia e na confiança dos depositantes seriam muito superiores à recapitalização e, agora, à resolução num cenário de venda agora adotado.

Sobre as dificuldades na implementação do plano de reestruturação, Carlos Costa descartou qualquer responsabilidade do Banco de Portugal. E explicou: “O plano de reestruturação do Banif foi validado por entidades competentes e externas acima de quaisquer suspeitas. A concretização do plano está dependente das condições exógenas e das macroeconómicas. Também não é responsável pela gestão do Banco”.

“Uma das entidades que emitiu o parecer foi o Citi”, revelou. “Não cabe ao Banco de Portugal explicar as razões que impediram o plano de recapitalização ser bem-sucedido”. O papel do supervisor é acompanhar a avaliação da sua implementação e o alinhamento do documento com o plano de capital.

Recorde-se que o Banif foi apresentando sucessivos planos de reestruturação às autoridades europeias, que nunca foram aceites.

O Governador do Banco de Portugal está, pela primeira vez, a prestar esclarecimentos públicos sobre o caso Banif. Chamado a uma audição urgente na Comissão de Orçamento e Finanças, Carlos Costa fez-se acompanhar do vice-governador José Ramalho e de José Queiró, secretário-geral e dos conselhos.

Notícia em atualização

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