CGD

Centeno: Não havia melhor forma de proteger trabalhadores do que capitalizar CGD

Mário Centeno, ministro das Finanças. Fotografia: D.R.
Mário Centeno, ministro das Finanças. Fotografia: D.R.

Mário Centeno disse que se recapitalização não tivesse sido feita isso “arrastaria o sistema financeiro nacional”

O ministro das Finanças foi confrontado no parlamento com a redução de balcões da Caixa Geral de Depósitos e sobre o novo acordo de empresa no banco público. Esses cortes foram acordados com Bruxelas para que a instituição financeira pudesse ser recapitalizada pelo Estado.

Mário Centeno considera, no entanto, que “não havia melhor forma de proteger os trabalhadores e empregos na Caixa do que tornando-a num banco capitalizados e com plano de negócios credível que passa por dar retorno ao acionista”.

O ministro explicou, numa audição requerida pelo PCP, que a Caixa enfrentava uma “ameaça de resolução bancária”. E defendeu que a recapitalização “foi a melhor forma de proteger vários interesses, entre os quais o da estabilidade financeira”. Detalhou que se em 2016 “o maior banco tivesse um processo de resolução arrastaria o sistema financeiro nacional”.

Na perspetiva do governo, a CGD só pode cumprir a missão de apoio à economia se “estiver capitalizada e conseguir resolver problemas como o crédito malparado”. E Centeno defende que “é isso que a CGD tem vindo a fazer, com uma redução muito significativa de malparado para libertar recursos”.

Para cumprir com os rácios de capital exigidos pelos supervisores e para compensar os prejuízos de milhares de milhões nos últimos anos, a Caixa teve de receber uma injeção de capital de 3,9 mil milhões de euros por parte do Estado em 2017.

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