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Centeno: “Nenhum euro” dos contribuintes vai para Novo Banco

REUTERS/Francois Lenoir
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Os empréstimos do Estado ao Novo Banco superam os cinco mil milhões de euros.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, defende que “nenhum euro” dos contribuintes portugueses será utilizado na nova operação de capitalização do Novo Banco, requerida na última sexta-feira pela instituição que há dois anos foi adquirida pelo fundo norte-americano Lone Star e que fechou 2018 com prejuízos superiores a 1400 milhões de euros.

“Não há nenhum euro de impostos dos portugueses a ser utilizado nesta operação”, disse o ministro em entrevista na RTP 3, ontem à noite.

Após a divulgação dos prejuízos, o Novo Banco informou que pretende recorrer ao Fundo de Resolução para uma injeção de 1149 milhões de euros. O fundo, participado pelas instituições bancárias portuguesas, está na esfera do Estado e deverá recorrer a um empréstimo do Tesouro, que poderá chegar aos 850 milhões de euros.

Na última noite, Centeno afirmou que, “no futuro, o Fundo de Resolução vai pagar este empréstimo ao Estado” – “em 30 anos, com as contribuições do sector bancário”, esclareceu na entrevista.

O ministro das Finanças, que é ouvido sobre a matéria esta quinta-feira na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa da Assembleia da República, admitiu no entanto “uma perda significativa para a economia portuguesa” com a nova capitalização. Desde há cinco anos que o Novo Banco acumula resultados negativos. Os empréstimos do Tesouro ao Novo Banco superam os cinco mil milhões.

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