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CEO do Banco Best: “Queremos intensificar” dinâmica de crescimento

madalena torres

O Best anunciou hoje um aumento de 6% no seu lucro no primeiro semestre deste ano, para 2,3 milhões de euros.

A presidente executiva do Banco Best, Madalena Torres, afirmou esta segunda-feira que o banco quer “intensificar até ao final do ano” a dinâmica de crescimento registada no primeiro semestre.

 

O banco digital do Grupo Novo Banco anunciou hoje que o seu lucro líquido aumentou 6% no primeiro semestre deste ano, em comparação com igual período de 2018, atingindo os 2,3 milhões de euros. O aumento dos depósitos e o sucesso da colocação e distribuição das emissões de obrigações da TAP, SIC e Benfica SAD contribuíram para o resultado.

Madalena Torres frisou, em declarações ao Dinheiro Vivo, que as tendências para o segundo semestre “são os resultados positivos e uma dinâmica de crescimento que queremos intensificar até ao final do ano, pelo que prosseguiremos a aposta firme no desenvolvimento e inovação, procurando diferenciar-nos positivamente no mercado sempre numa lógica de criação de valor para os clientes”.

O negócio do Best está centrado num modelo de plataforma aberta de distribuição de produtos e serviços financeiros de mais de 80 parceiros da área bancária, seguradora e de gestão de ativos.

 

Em termos de desafios para este ano – como a recente correção das bolsas e a entrada em vigor de nova regulação – a CEO do Best deixou notas positivas.

“A possibilidade de uma quebra mais significativa na atividade económica não é de desconsiderar”, afirmou. “Mas certo é que o contexto económico geral não tem registado alterações significativas e as condições de financiamento mantêm-se atrativas, com os bancos centrais a reagirem com relativa rapidez aos sinais de incerteza”, disse.

 

Quanto à entrada em vigor no país, em setembro, das novas regras relativas a serviços de pagamentos, que abrem a porta a mais concorrência por parte dos rivais digitais da banca convencional, Madalena Torres disse que o Best está preparado.

Lembrou que o banco lançou no ano passado a plataforma de Open Banking, “antecipando os serviços que os bancos passarão a disponibilizar no âmbito da (diretiva comunitária) PSD2”. “Este posicionamento permitiu-nos com tempo explorar os desafios e potencialidades” da diretiva, adiantou.

“Estamos assim desde já preparados para esta abertura ao mercado e capacitados para disponibilizar aos clientes todas as funcionalidades e exigências de segurança decorrentes desta diretiva”, sublinhou.

“Temas como o Open Banking – em que o Best chegou primeiro, no final do ano passado – a Inteligência Artificial, o Blockchain ou o Digital Advising são terrenos férteis para continuarmos a fazer diferente e a fazer melhor, imprimindo a confiança necessária para entregar um serviço de qualidade distintiva aos nossos clientes”, destacou.

O banco lançou em 2018 o Robot Advisor, um serviço de gestão de carteiras 100% digital gerido pela DWS-Deutsche Asset Management, uma gestora alemã com mais de 600 mil milhões de euros de ativos sob gestão. Também lançou uma nova plataforma comercial de gestão de clientes, inserida no projeto denominado Client on the Go – 100% mobilidade.

 

No campo das parcerias, Madalena Torres apontou que o banco terá novidades. “Esse é um dos propósitos centrais da atividade do Best e do seu modelo de negócio – plataforma aberta e independente – que impõe uma dinâmica permanente de forma a garantir aos nossos clientes o acesso às melhores propostas de asset management (gestão de ativos) e trading (negociação) existentes a nível nacional e internacional”, afirmou a banqueira.

Recentemente, o Best anunciou que passou a comercializar, em exclusivo para Portugal, os fundos da gestora de ativos espanhola Fidentiis.

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