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CEO do Bankinter diz que incerteza com Novo Banco e CGD traz oportunidades

O presidente executivo do Bankinter em Portugal admitiu que a incerteza em torno do Novo Banco e da CGD são oportunidades para o banco.

O presidente executivo do Bankinter em Portugal, Carlos Brandão, admitiu hoje que a incerteza em torno do Novo Banco e da Caixa Geral de Depósitos (CGD) são oportunidades para o banco, apesar de enfraquecerem o sistema financeiro português.

Em abril, o banco espanhol Bankinter comprou o negócio a retalho do Barclays e hoje, em declarações à agência Lusa, Carlos Brandão fez um balanço “muito positivo” destes últimos três meses, apesar da incerteza no sistema financeiro português.

Leia aqui a entrevista a Carlos Brandão, CEO do Bankinter Portugal: “O Bankinter terá 40% do negócio nas empresas em 2018”.

Carlos Brandão considerou ainda que o Novo Banco continua a ser “um problema na mente dos contribuintes”, que se interrogam para o eventual “peso acrescido” que pode significar para as suas vidas, caso a venda acabe por ocorrer por um montante inferior ao injetado pelo Estado.

Carlos Brandão defendeu uma “solução rápida” para o Novo Banco e considerou que os processos levados a cabo pelo Banco de Portugal “estão a ser bem conduzidos, na medida do que é possível”.

Questionado pela Lusa sobre se a incerteza em torno do Novo Banco e da CGD afeta a atividade do Bankinter, Carlos Brandão respondeu que eles são “uma oportunidade”, apesar de “enfraquecerem a estabilidade do sistema financeiro português”.

No caso da CGD, o presidente executivo do Bankinter lembrou que o banco público tem “o maior ‘private banking’ do mercado” e que o banco espanhol está agora a querer reforçar a sua presença no mercado particular.

Carlos Brandão lembrou também que o Bankinter tem um ‘rating’ de investimento, ao contrário do Novo Banco e da CGD, que estão no nível de lixo.

Admitindo a oportunidade, o responsável assegurou que o banco quer “atuar com responsabilidade” em Portugal.

Com o objetivo de aumentar os depósitos em 900 milhões de euros até ao final do ano, nestes primeiros três meses o Bankinter conseguiu aumentá-los em 300 milhões.

Também no que diz respeito ao número de clientes, o banco espanhol conseguiu um terço do objetivo anual: angariou 3.000 novos clientes, de um objetivo de 15.000 em 12 meses.

Segundo o presidente executivo em Portugal, desde abril que o Bankinter “esteve a preparar-se para os desafios do futuro e para ter mais poder comercial”.

Nesse sentido, foram reduzidos os serviços centrais e o número de agências aumentou para 90.

O Bankinter tem seis centros de agências para empresas e dois de banca comercial, destinados a empresas de dimensão superior.

No debate, o CEO do Bankinter rejeitou também a criação de um ‘banco mau’ para agregar os ativos tóxicos (sobretudo o malparado) de vários bancos portugueses. “Acredito na capacidade de gestão dos bancos portugueses”, disse.

À Lusa, Carlos Brandão reiterou que os bancos devem ser capazes de resolver os seus problemas sozinhos: “O aumento das provisões é a arma necessária para escoar esses ativos tóxicos”, defendeu.

 

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