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CEO do Santander: “Há um excesso de bancos” em Portugal

Lisboa, 02/02/2019 -  Pedro Castro e Almeida, novo CEO do Santander, esta manhã na conferência de apresentação dos resultados do banco referentes a 2018
(Diana Quintela/ Global Imagens)
Lisboa, 02/02/2019 - Pedro Castro e Almeida, novo CEO do Santander, esta manhã na conferência de apresentação dos resultados do banco referentes a 2018 (Diana Quintela/ Global Imagens)

Nos últimos anos, o Santander participou em operações de concentração em Portugal, tendo absorvido a atividade bancária do Banif e o Banco Popular.

O presidente executivo do Santander Portugal, Pedro Castro e Almeida, considerou esta quinta-feira que “há um excesso de bancos” em Portugal, sendo um dos motivos que contribuem para pressionar em baixa a rentabilidade no setor.

Outro dos fatores que está a pressionar as receitas da banca no país é o facto de em Portugal os bancos não poderem cobrar pelos depósitos de grandes empresas e institucionais, numa conjuntura de taxas de juro negativas.

O CEO do Santander afirmou, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados trimestrais do banco, que o Governo e o Banco de Portugal devem ponderar mudar a lei para permitir aos bancos aplicarem os juros negativos, à semelhança do que sucede em outros países europeus.

O Santander Portugal anunciou hoje um aumento de 1,5% no seu lucro líquido nos primeiros nove meses deste ano para 390,6 milhões de euros.

O Santander foi protagonista de operações de concentração em Portugal, nos últimos anos, tendo absorvido a atividade bancária do Banif e o Banco Popular.

Castro e Almeida sublinhou que, no caso do Santander Portugal, está “bem preparado” para o caso de surgirem anos de abrandamento do crescimento económico.

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