Caso BES

Cerca de 150 lesados do BES continuam sem solução para perdas

ABESD reclama solução para todos os lesados do GES/BES
ABESD reclama solução para todos os lesados do GES/BES

Há quatro anos que 150 emigrantes da Venezuela e clientes das sucursais financeiras exteriores aguardam por uma solução para as suas perdas.

Cerca de 150 emigrantes da Venezuela e clientes das sucursais financeiras exteriores do Banco Espírito Santo (BES) continuam à espera de serem compensados pelas perdas que sofreram, na sequência da medida de resolução aplicada ao banco a 3 de agosto de 2014.

“Apesar da disponibilidade do governo para encontrar uma solução para os emigrantes e clientes das sucursais financeiras do BES, continuamos a aguardar a constituição do grupo de trabalho para analisar a nossa situação”, afirma António Borges, presidente da ABESD-Associação de Defesa dos Clientes Bancários.

“Ficamos obviamente satisfeitos que mais este grupo de lesados do BES esteja a iniciar a resolução do seu problema, mas temos de recordar que falta resolver o tema as sucursais financeiras exteriores do BES, que abrangem muitos clientes e as comunidades de emigrantes da Venezuela”, adianta, citado num comunicado da ABESD divulgado esta sexta-feira.

A ABESD reclama uma solução “para todos os lesados do grupo BES/GES” e pede que “todos os lesados que foram vítimas de venda fraudulenta de produtos bancários” por parte do grupo, que era liderado por Ricardo Salgado, “tenham a possibilidade de participar nesse mesmo mecanismo de resolução”.

Lembra que a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários já tinha admitido a existência “dessa mesma venda desajustada do perfil dos clientes” do grupo BES/GES, em documentação que foi partilhada, nomeadamente, com o governo, o Banco de Portugal e os deputados.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Margarida Matos Rosa, presidente da Autoridade da Concorrência

Tiago Petinga/Lusa

Concorrência acusa 5 seguradoras e 14 administradores de formarem um cartel

Turismo. Fotografia: REUTERS/Nacho Doce

Excedente comercial nacional afunda mais de 68% no 1º semestre

empresas

Quando o nome de família trava o crescimento das empresas

Outros conteúdos GMG
Cerca de 150 lesados do BES continuam sem solução para perdas