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CGD. BCE aprova administração de António Domingues

António Domingues, CGD
Fotografia: Ricardo Junior / Global Imagens
António Domingues, CGD Fotografia: Ricardo Junior / Global Imagens

BCE aprovou o modelo de governação, a acumulação de cargos por António Domingues e 11 dos nomes propostos para a administração.

O Banco Central Europeu aprovou 11 elementos do novo conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), que será liderado por António Domingues.

A informação foi avançada esta noite pelo ministério das Finanças, em comunicado. “O Banco Central Europeu (BCE) decidiu hoje, favoravelmente, a proposta de nomeação dos corpos sociais da Caixa Geral de Depósitos (CGD)”, lê-se no comunicado que dá luz verde ao modelo de governação da CGD e confirma a idoneidade dos nomes propostos.

Assim, o BCE aprovou uma estrutura que considera adequada, constituída por “um conselho de administração alargado, em que os administradores não executivos terão funções de controlo da Comissão Executiva através de Comissões Especializadas” e ainda “um Conselho Fiscal, que será o órgão de fiscalização da CGD e que terá assento, por inerência, na Comissão de Auditoria e Controlo Interno”.

“O BCE atestou a adequação e a idoneidade de sete administradores-executivos propostos, de quatro administradores não-executivos e dos quatro membros do Conselho Fiscal.” Feitas as contas, são 11 os administradores aprovados no imediato mas podem existir mais nomeações. A comunicação social tem avançado que o conselho de administração será constituído por 19 elementos: 7 executivos e 11 não executivos.

Embora o comunicado não refira os nomes dos administradores aprovados refere que o BCE aprovou a acumulação de cargos por António Domingues, que será presidente do conselho de administração e da comissão executiva (chairman e CEO).

Contudo, o BCE considerou que será preciso separar estas funções no prazo de seis meses, “período esse que o Governo utilizará para analisar com o Banco de Portugal e o BCE esta questão”.

O comunicado esclarece que, tendo em conta o Regime Geral das Instituições de Crédito e das Sociedades Financeiras, “de entre os administradores não-executivos propostos oito excediam este limite. O processo de conformidade levaria a uma maior morosidade do processo de nomeação”.

Assim, vai-se avançar já com os administradores aprovados e os restantes elementos que vão completar o conselho de administração serão nomeados “num curto espaço de tempo já que não houve qualquer objeção relativamente à adequação ou idoneidade nem foram identificados quaisquer conflitos de interesses impeditivos”.

“A nomeação destes administradores não-executivos completará o Conselho de Administração, assegurando assim o funcionamento de todas as comissões especializadas que integram a estrutura de governação aprovada pelo BCE”, conclui o comunicado.

A lista que tem sido avançada pela comunicação social conta com o co-CEO da Sonae, Ângelo Paupério, assim como Carlos Tavares, da PSA – os dois exercem funções executivas noutras entidades. Integrará ainda a equipa Rui Vilar, antigo presidente da Gulbenkian, e Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud, que vão ser vice-presidentes da Caixa. Bernardo Trindade, administrador do grupo hoteleiro Porto Bay, Pedro Norton, antigo presidente da Impresa, Ángel Corcostegui (ex-administrador do Banco Santander Central Hispano); o antigo presidente executivo do Dresdner Bank, Herbert Walter também estavam propostos para não-executivos.

Nos cargos executivos são já conhecidos os sete gestores: Emídio Pinheiro (que é presidente do Banco de Fomento Angola); de Henrique Cabral Menezes, atual presidente do Banco Caixa Geral Brasil; dos Tiago Ravara Marques, diretor de recursos humanos do BPI, e João Tudela Martins, que tem a gestão de risco do BPI, Pedro Leitão (ex-administrador da PT) integrará a comissão executiva, além de Paulo Rodrigues da Silva.

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