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CGD Brasil: Venda volta a arrancar quando estiverem “reunidas as condições”

CGD Mega Manchete

O governo tinha anunciado, na passada quinta-feira, o chumbo de todas as propostas de compra do Banco Caixa Geral - Brasil.

A venda da totalidade do capital do Banco Caixa Geral – Brasil, da Caixa Geral de Depósitos (CGD), será relançada “quando estejam reunidas as condições de mercado, tendo em conta o atual contexto epidemiológico, em termos e condições a definir”.

O anúncio consta da Resolução de Conselho de Ministros publicada esta quinta-feira no Diário da República.

A Resolução tinha sido aprovada na passada quinta-feira tendo o governo anunciado o chumbo de todas as propostas de compra.
“Foi aprovado o projeto de resolução que determina a rejeição das propostas apresentadas no processo de alienação das ações representativas do capital social da sociedade do Banco Caixa Geral – Brasil”, referiu o comunicado do Conselho de Ministros publicado há uma semana.
“Esta decisão foi tomada após a análise do relatório apresentado pela CGD e a respetiva fundamentação, no sentido de não se encontrarem reunidas as condições para a aceitação de qualquer das propostas vinculativas apresentadas, considerando que nenhuma delas salvaguarda de modo adequado e permanente os interesses patrimoniais da CGD e a concretização dos objetivos subjacentes ao processo de alienação”, adiantou.
A venda do banco faz parte do plano estratégico acordado com Bruxelas no âmbito da recapitalização da CGD no montante de quase 5.000 milhões de euros.
O confinamento forçado da população, o encerramento de lojas e serviços, e a proibição de viajar gerou uma das maiores crises económicas de sempre e causou disrupções nos mercados financeiros, com fortes desvalorizações de alguns ativos.
Estas medidas foram adotadas por diversos países – excluindo a Suécia – na sequência da epidemia do novo coronavírus, que começou em Wuhan, na China, no final de 2019, e alastrou a todo o mundo. A maioria das pessoas que são infetadas pelo vírus acaba por recuperar e muitas não têm sintomas. Segundo os dados disponíveis, baseados nas pessoas testadas, menos de 5% dos infetados não resiste e acaba por morrer.
Os bancos têm sido atingidos por desvalorizações em bolsa já que a perspetiva de aumento do crédito malparado e a crise económica deverão ter um impacto nas contas e no balanço das instituições financeiras. Em Portugal, quatro dos maiores bancos perderam 220 milhões de euros em lucros no primeiro trimestre de 2020, já que tiveram de contabilizar provisões para fazer face aos impactos sentidos no crédito devido às moratórias.
No caso do Millennium bcp, a queda registada em bolsa desde janeiro supera os 50%.
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