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CGD. CDS quer que Governo encare redução da administração

Pedro Mota Soares
Pedro Mota Soares

O chumbo do BCE a oito dos 19 nomes propostos a Caixa é uma oportunidade para reduzir os administradores e não aumentar vencimentos.

O CDS-PP defendeu hoje que o chumbo do BCE a oito dos 19 nomes propostos para o Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos é uma oportunidade para o Governo reduzir os administradores e não aumentar vencimentos.

“O Governo devia aproveitar esta oportunidade para, primeiro, reduzir o número de administradores da Caixa, e, segundo, não aumentar os vencimentos dos administradores”, afirmou Pedro Mota Soares.

Em declarações aos jornalistas no parlamento, o dirigente e deputado centrista lembrou que o CDS já deu entrada com um pedido de apreciação parlamentar da lei que permite aumentar o salário dos administradores, que deverá ser agendada em setembro.

“É penoso que tenha de ser o BCE a impor o bom senso que o Governo de Portugal manifestamente não teve. Aumentar o número de administradores da Caixa Geral de Depósitos, aumentar o salário dos administradores da Caixa Geral de Depósitos quando se está ainda a pedir tantos sacrifícios aos portugueses e se vai pedir sacrifícios aos trabalhadores da Caixa é um total contrassenso”, afirmou.

Mota Soares sublinhou que “o Governo ainda não falou do plano de recapitalização da Caixa que tem de dar como explicação aos portugueses”, nomeadamente o valor necessário, porque é necessário e quanto desse valor será pedido aos portugueses e terá impacto no défice.

Eventuais despedimentos, reduções na rede de balcões e mudanças no plano de negócios são outras as questões reiteradas pelo CDS quanto ao banco público.

O Banco Central Europeu (BCE) aprovou os 11 nomes propostos pelo Governo para o Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, mas rejeitou outros oito por excederem o limite de cargos em órgãos sociais de outras sociedades.

Segundo um comunicado do ministério das Finanças, o Banco Central Europeu (BCE) aprovou a estrutura de governação do banco proposta pelo Governo que integra um Conselho de Administração alargado, em que os administradores não executivos terão funções de controlo da Comissão Executiva através de Comissões Especializadas e um Conselho Fiscal, com funções de fiscalização e que terá assento, por inerência, na Comissão de Auditoria e Controlo Interno.

O Governo já anunciou que vai alterar a lei bancária para recuperar “alguns” dos oito nomes rejeitados pelo Banco Central Europeu para a administração da Caixa Geral de Depósitos, disse ao Jornal Negócios o secretário de Estado do Tesouro e das Finanças.

“Vamos alinhar o Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras com a diretiva e isso resolve grande parte do problema”, declarou Mourinho Félix.

Na notícia publicada na edição de hoje o jornal, Mourinho Félix disse acreditar que, com a lei alterada, “é preciso ver se as oito pessoas (que agora ficaram de fora) cumprem ou não os requisitos e se se querem conformar às novas exigências” para poderem integrar o conselho da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

 

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