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CGD diz que só clientes com mais de 26 anos vão pagar comissões

Foto: REUTERS/Jose Manuel Ribeiro
Foto: REUTERS/Jose Manuel Ribeiro

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) esclareceu hoje que o fim da isenção nas comissões para jovens acontecerá apenas para as contas Mega Cartão Jovem e só para clientes com mais de 26 anos.

A conta Mega Cartão Jovem, que isenta os clientes até 29 anos do pagamento de comissões, vai reduzir este benefício para os 26 anos, o que faz com que os jovens a partir dessa idade comecem a pagar comissões.

Segundo um comunicado da CGD hoje divulgado, esta é a única alteração que será efetuada nas comissões e terá efeito a partir de 01 de maio de 2018.

Após os 26 anos, e segundo o banco público, “todos os clientes podem ficar isentos na mesma, desde que cumpram um dos seguintes requisitos”: ser titular de Conta Caixa S, M ou L ou Caixa Azul; ser titular único de Conta Jovem (até aos 25 anos, inclusive), ser titular de um cartão Caixa IU-Institutos e Universidades ou Caixa Académica Estudante associado; ser titular único ou primeiro titular de conta com idade igual ou superior a 65 anos e ter domiciliada pensão inferior a uma vez e meia o Salário Mínimo Nacional.

Os requisitos incluem também ter rendimentos domiciliados (vencimento ou pensão), um cartão de débito e um cartão de crédito, ambos com utilização nos últimos três meses; ter na caixa um património financeiro igual ou superior a 5.000 euros, ser titular de uma Conta Caixa ou uma conta com domiciliação de rendimentos e um cartão de débito e crédito, ambos com utilização nos últimos três meses; ser titular de uma Conta de Serviços Mínimos Bancários ou de uma Conta Base.

Hoje, o Jornal de Negócios noticia que, com o início do ano, a CGD avançou com uma alteração extensa das despesas que são aplicadas aos seus clientes, sendo que uma das mais significativas é o início da cobrança de comissão de manutenção de conta aos jovens.

Nesse sentido, o grupo parlamentar do PSD remeteu hoje perguntas ao ministro das Finanças, Mário Centeno, recordando que “já tinha alertado para as consequências negativas que resultavam das escolhas feitas pelo atual Governo aquando da negociação do plano de recapitalização da CGD”.

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