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CGD. “É forte o desafio que a Caixa tem pela frente”

Foto: Álvaro Isidoro / Global Imagens
Foto: Álvaro Isidoro / Global Imagens

Presidente e chairman do banco público assinam uma mensagem sobre o ano 2016 no relatório da instituição

O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, e o chairman, Rui Vilar, garantem que o aumento de capital do banco público permitirá que a CGD fique focada, nos próximos quatro anos, na “execução do seu plano estratégico” mas admitem que o desafio que o banco tem pela frente “é forte”.

Os dois responsáveis, na mensagem inicial do relatório de 2016, admitem que “2016 foi um ano intenso de acontecimentos” para o banco público e destacam dois: “tiveram lugar a preparação e a negociação com as autoridades europeias, dos planos de recapitalização e estratégico, que culminaram em agosto de 2016 no acordo de princípio entre a Comissão Europeia e o Estado Português”.

O acordo foi renegociado tendo em conta as necessidades de financiamento do banco público e permitiu uma recapitalização de 4,4 mil milhões de euros, sem ser considerada ajuda de Estado, incluindo uma emissão de obrigações altamente subordinada (a segunda tranche, de 500 milhões, só será emitida em 2018).

Com o aumento de capital, dizem os dois responsáveis, “poderá a Caixa dedicar-se, nos próximos 4 anos, à execução do seu plano estratégico, focando decididamente a sua atividade no suporte à economia nacional, ajustando a sua proposta de valor à satisfação das necessidades financeiras das famílias e
empresas portuguesas, sem esquecer a necessidade de simplificação de processos e otimização de estrutura que foram acordados com a Comissão Europeia e de incumprimento indispensável nos termos dos compromissos assumidos pelo Estado Português”.

A CGD terá de reduzir o número de balcões e cortar cerca de 2200 postos de trabalho até 2020, com base em quatro pilares estratégicos definidos pelo banco. Até ao final de abril já terão sido encerradas 60 agências.

Paulo Macedo e Rui Vilar apontam ainda que será preciso avançar com a redução da atividade internacional e melhorar o modelo de governance, com um reforço do modelo da gestão de risco e o reforço orgânico dos níveis de solvência.

“É forte o desafio que a Caixa tem pela frente” admitem os responsáveis, na mensagem. “Mas é o êxito neste desafio que lhe permitirá resistir num mercado bancário altamente exigente e competitivo, gerando a rentabilidade adequada à remuneração do acionista e a assegurar futuras necessidades de capital, confirmar-se como um elemento estruturante do sistema financeiro nacional e manter-se como um porto seguro para as poupanças dos portugueses”, acrescentam.

A base de partida, tendo em conta as quotas de mercado da CGD e a base de clientes, além do atual nível de capitalização, permitirá, acreditam os dois responsáveis, “trabalhar na melhoria das suas margens e na adequação das suas comissões através de produtos e serviços de qualidade que vão ao encontro das necessidades dos clientes, permitirá otimizar custos na sua operação, melhorando a sua eficiência e permitirá também alcançar um custo do risco anual consistente com as melhores práticas”.

A mensagem termina com um apelo aos colaboradores do banco público: “a concretização da forte transformação a implementar na Caixa dependerá do contributo de cada um dos seus colaboradores. Estando claro o caminho a prosseguir, todos sabem o que é necessário fazer e porquê”, frisam
“Estamos confiantes de que conseguiremos percorrer com sucesso o caminho que temos pela frente”, conclui a missiva.

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