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CGD encaixa 215 milhões com venda de banco na África do Sul

Paulo Macedo presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos
(Orlando Almeida / Global Imagens)
Paulo Macedo presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (Orlando Almeida / Global Imagens)

Processo de venda da Mercantile começou em 2017, como parte do Plano Estratégico aprovado no âmbito da recapitalização do banco público.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) fechou esta quinta-feira a venda da totalidade das ações da Mercantile Bank Holdings aos Capitec Bank, por 3,56 mil milhões de rands sul-africanos (cerca de 215 milhões de euros). De acordo com o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a cerimónia de assinatura foi realizada em Joanesburgo, na África do Sul.

O processo de venda da Mercantile começou em 2017, como parte do Plano Estratégico aprovado no âmbito da recapitalização do banco público. “Além da racionalização do negócio internacional, a CGD tem também como objetivos a redução da sua estrutura de custos e do volume de ativos não-performantes do seu balanço, de forma a melhorara sua rentabilidade”, refere a nota.

A par da alienação do banco sul-africano, a CGD, a Mercantile e e o Capitec concretizaram ainda um acordo de cooperação que consagra a intenção destes dois último em manter os atuais níveis de serviço à base de clientes da Mercantile – nomeadamente, empresas portuguesas na África do Sul e clientes particulares da Comunidade Portuguesa na África do Sul -, durante um período de pelo menos 12 meses e de acordo com as disposições da política comercial das partes envolvidas.

O Capitec é uma das maiores instituições de crédito na África do Sul, sendo a aquisição da Mercantile acontecimento relevante no âmbito da concretização da sua estratégia de expansão no segmento de business banking.

“O Grupo CGD, o Capitec e a Mercantile reconhecem ainda os potenciais benefícios de eventuais oportunidades de parceria na África do Sul, Angola, Moçambique e/ ou envolvendo agentes económicos destes países, em particular os da Comunidade Portuguesa radicada na África do Sul ou outros com ligações especiais a Portugal”.

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