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CGD lucra 369 milhões até setembro com menos custos e mais comissões

Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos. Fotografia: Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens
Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos. Fotografia: Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens

O banco público passou de prejuízos a lucros nos primeiros nove meses do ano. Cortou custos e aumentou as receitas com comissões.

A Caixa Geral de Depósitos apresentou um lucro de 369 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que compara com um prejuízo de 47 milhões no mesmo período de 2017. A justificar a melhoria esteve a subida das receitas com comissões e a queda dos custos do banco.

Os custos de estrutura recorrentes baixaram mais de 12%, o equivalente a 98 milhões de euros, para 695 milhões. “A redução homóloga dos custos de estrutura foi de 12,4%, transversal a todas as rubricas, confirmando a trajetória de racionalização operacional do grupo CGD”, diz o o banco publico no comunicado das contas trimestrais.

Incluindo efeitos não recorrentes, “os custos de estrutura consolidados atingiram 738,9 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2018, reduzindo-se em 326,0 milhões de euros (-30,6%), face ao período homólogo de 2017, ano em que os mesmos foram fortemente impactados pelos custos não recorrentes referentes ao provisionamento do Programa de Pré- Reformas e do Programa de Revogação por Mútuo Acordo, bem como por custos de reestruturação de sucursais internacionais”, indica o banco.

Já as comissões renderam mais 29 milhões de euros. O banco teve um resultado de 362 milhões de euros em comissões e serviços, uma subida de 8,8% face ao mesmo período de 2017. Estas receitas estão acima do previsto no plano estratégico. “Os resultados de serviços e comissões totalizaram nos primeiros nove meses do ano 362,0 milhões de euros, um crescimento de 29,2 milhões de euros (+8,8%), face ao valor apurado no final do período homólogo de 2017, beneficiando do aumento de 32,3 milhões de euros registados em Portugal, acima do previsto no plano para 2018”, indica o banco liderado por Paulo Macedo.

Na atividade doméstica, a CGD teve um lucro de 246,4 milhões de euros, o que compara com as perdas de 226,2 milhões no mesmo período do ano passado. Nas operações fora de portas o lucro caiu mais de 30%, passando de 179,3 milhões para 122,9 milhões de euros. “Esta evolução desfavorável decorreu, para além da desvalorização cambial do Kwanza Angolano e Pataca Macaense, também da redução do contributo da CGD Investimentos, CVC que em setembro 2017 obteve ganhos particularmente elevados resultantes da conclusão do processo de alienação dos direitos económicos que detinha sobre a Rico Corretora”, explica o banco.

A CGD refere que o resultado líquido positivo de 369,3 milhões de euros, equivale a uma rendibilidade de capitais próprios (ROE) de 6,7%, acima dos 5% definidos no plano estratégico. O banco diz que “a atividade consolidada da CGD continuou a ser positivamente impactada pela implementação do Plano Estratégico”.

Em atualização

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