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CGD. Lucros recuaram 41% para 249 milhões de euros no primeiro semestre

Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos. 
(Orlando Almeida / Global Imagens)
Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos. (Orlando Almeida / Global Imagens)

Banco liderado por Paulo Macedo apresentou resultados do primeiro semestre deste ano.

No primeiro semestre de 2020, o banco público viu os lucros atingir 249 milhões de euros, uma quebra de 41% face ao mesmo semestre de 2019, de acordo com a informação divulgada pela Caixa em conferência de imprensa esta sexta-feira, dia 31 de julho.

O resultado líquido corrente foi de 198 milhões de euros, dado que o resultado do primeiro semestre inclui um impacto de 51 milhões de euros, justificado por “ganhos atuariais extraordinários nas responsabilidades com benefícios pós-emprego”, indica a Caixa à Comissão de Mercados e Valores Imobiliários (CMVM).

A CGD reforçou as imparidades de crédito e de provisões em 156 milhões de euros, nos primeiros seis meses do ano.

A margem financeira caiu 8,6% para 257 milhões de euros no consolidado e 10,9% na atividade doméstica, indicou José de Brito, administrador financeiro da CGD.

As comissões bancárias registaram uma ligeira quebra (1,4%) no primeiro semestre.

A Caixa assinala também um crescimento de 8,5% no crédito a empresas e negócios (excluindo construção e imobiliário).

O banco reduziu os custos de estrutura em 7%, que totalizou no semestre passado mais de 400 milhões de euros. Os custos com pessoal continuam a representar a maior fatia, com 248 milhões de euros, menos 5% face ao primeiro semestre de 2019.

Os depósitos de clientes cresceram em todos os segmentos, indica a CGD: os depósitos de particulares atingiram os 4874 milhões. Já o crédito a clientes em Portugal chegou a 41,2 mil milhões de euros.

As operações de crédito à habitação têm dado sinais de abrandamento: se no primeiro trimestre estava nos 507 milhões, no segundo trimestre passou para os 448 milhões de euros. A Caixa detém 20% da quota de mercado neste área.

O crédito malparado contabiliza 4,4% da carteira do banco, uma redução em relação aos 7,3% no mesmo semestre de 2019.

O banco liderado por Paulo Macedo reforça que a Caixa está, assim, numa “forte posição de liquidez sem necessidades de financiamento em mercado para os próximos anos”, com uma “robusta posição de capital, que permite à Caixa encarar com algum otimismo o esforço que terá de ser feito para responder aos impactos que ainda possam vir”.

A Caixa atribuiu mais de 48 mil moratórias até dia 28 de julho, avançou o banco, representando um montante total de 6,982 mil milhões de euros. As moratórias atribuídas a particulares representaram 12,1% da carteira de crédito a particulares e as moratórias a empresas contam 31% da carteira de crédito a empresas.

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