CGD

“CGD não cumprirá plano de reestruturação se não aumentar comissões”

Paulo Macedo visita agência da Caixa Geral de Depósitos das Amoreiras em Lisboa.
Paulo Macedo
( Álvaro Isidoro / Global Imagens )
Paulo Macedo visita agência da Caixa Geral de Depósitos das Amoreiras em Lisboa. Paulo Macedo ( Álvaro Isidoro / Global Imagens )

Paulo Macedo, presidente executivo da CGD, assume que banco público precisa de cobrar mais comissões para cumprir plano imposto pela CE

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) não tem dúvidas: Ou o banco público aumenta as comissões ou o plano de reestruturação imposto por Bruxelas não será cumprido.

“Não conseguiremos cumprir o plano de reestruturação se não aumentarmos as comissões”, sublinha o ex-ministro da Saúde, defendendo que este maior encaixe pode tanto vir “pelo crescimento do negócio” – isto apesar do setor estar com cada vez menos negócio – como pela simples subida de preços, a troco de melhores serviços.

“As Contas Caixa são um sucesso, vamos em 310 mil em dois meses de oferta. Esperamos chegar às 500 mil até ao final do verão. Se o serviço tiver valor, tem de ter um preço”, referiu Macedo. Mas o líder do banco insiste na tecla em que mais tem batido nos últimos meses: “Somos quem cobra menos comissões no mercado face aos nossos clientes, atendendo à relação entre o volume de depósitos e de crédito.”

Paulo Macedo concedeu uma entrevista ao semanário “Expresso”, publicada este sábado, onde sublinha que o aumento das comissões vai visar sobretudo os produtos de gestão de ativos e de seguros, mas não as contas à ordem. “Áreas onde queremos cobrar mais são, por exemplo, a gestão de ativos e os seguros, não nas contas à ordem.”

Assegurando mais uma vez que o banco terá resultados positivos em 2018, Macedo apontou ao semanário que a CGD já fechou 64 agências este ano e que no próximo continuará a fechar outras, não especificando porém quantas ou quais. E revelou que a agência móvel lançada pelo banco já recebeu “cerca de 60 pedidos de Conta Caixa” em três semanas.

Já questionado sobre a muito falada solução para o malparado – cujos contornos todavia continuam por ser conhecidos publicamente -, Macedo admite que a opção interessa e faz sentido para a CGD. Mas defende que a instituição não está parada à espera que a mesma avance. “A Caixa está hoje ativa na recuperação e reestruturação do crédito malparado, independentemente de haver uma solução a caminho.”

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