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CGD. “Não prevemos outros encerramentos este ano”

Fotografia: António Cotrim/Lusa
Fotografia: António Cotrim/Lusa

O banco público divulgou prejuízos de 38,6 milhões no primeiro trimestre

O presidente da CGD, Paulo Macedo, garantiu esta quinta-feira que não estão previstos mais encerramentos de balcões do banco público até ao final do ano.

A CGD já fechou 60 balcões nos últimos meses, no âmbito do plano de reestruturação do banco público, que visa o encerramento de 170 agências até 2020. Um processo que tem levantado polémica, sobretudo depois da oposição do presidente da câmara de Almeida.

“Não prevemos outros encerramentos este ano. Poderá haver algum ajustamento mas será absolutamente de atividade corrente”, afirmou aos jornalistas, na apresentação de resultados da empresa, onde o banco apresentou prejuízos de 38,6 milhões de euros.

Sobre a polémica de Almeida Paulo Macedo revelou que está em contactos com a câmara para prestar o serviço num espaço a ceder pelo município e que aguarda uma reposta. E garantiu que não teve qualquer pedido do Governo para o encerramento de determinadas agências, frisando que estas foram escolhidas independentemente do partido que está à frente dos municípios. E apontou o dedo aos políticos que “empurram a CGD para a arena política. A CGD não deve estar na arena política”.

Já sobre o plano de pré-reformas Paulo Macedo afirmou que já foram recebidos vários contactos para saídas no primeiro semestre e no segundo semestre mas que “ainda não há números definitivos”. O que é certo é que o banco público apresentou um custo não recorrente de 58 milhões de euros para as pré-reformas e rescisões amigáveis – excluindo este efeito a CGD teria lucros de 3,5 milhões de euros.

Questionado sobre se espera apresentar lucros em algum trimestre este ano – Paulo Macedo já tinha dito que a CGD só voltava a resultados positivos em 2018 – o presidente do banco afirmou que se a CGD não apresentar lucros “terei um duplo problema porque um banco que não apresente lucros é algo que não é normal mas tem um problema porque a geração de lucros é um instrumento por excelência da geração de capital”.

“Voltamos ao tema de ser Caixa ou caixinha”, ironizou. “É indispensável que a Caixa gere lucros. Contamos que a atividade corrente seja positiva já este ano”.

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