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CGD quer ter um serviço móvel de balcões para servir populações

Paulo Macedo, presidente da Caixa Geral de Depósitos. Fotografia: ANTÓNIO COTRIM/LUSA
Paulo Macedo, presidente da Caixa Geral de Depósitos. Fotografia: ANTÓNIO COTRIM/LUSA

CGD quer ter um serviço móvel de balcões, com carrinhas que vão a zonas rurais e com populações envelhecidas prestar serviços bancários.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) pediu autorização ao Banco de Portugal para ter um serviço móvel de balcões, com carrinhas que vão a zonas rurais e com populações envelhecidas prestar serviços bancários.

A informação foi ontem dada pelo presidente do banco público, Paulo Macedo, na comissão parlamentar de orçamento e finanças, em que mostrou mesmo uma foto daquilo que poderá ser a carrinha com que a CGD irá prestar serviços em zonas mais rurais, nomeadamente, naquelas em que o fecho previsto de agências do banco deixe sem acesso a serviços populações mais idosas e sem facilidade em usar serviços bancários pela Internet ou mesmo por telefone.

O gestor disse, contudo, que o banco ainda está a ponderar como poderá prestar este serviço móvel, uma vez que se essa carrinha tiver uma caixa multibanco terá provavelmente de ter acompanhamento por uma empresa de segurança devido ao transporte de dinheiro.

Contudo, afirmou, este tipo de serviço já existe no Reino Unido e com “sucesso”. As declarações de Paulo Macedo foram feitas depois de o deputado do PCP Paulo Sá o ter interpelado diretamente sobre o caso de Almeida, onde ontem se juntaram 400 pessoas para contestar o fecho da agência da CGD na sede do concelho, que pertence ao distrito da Guarda.

A CGD tem previsto encerrar 61 agências, sendo 18 na área da Grande Lisboa, 15 a norte, 15 a sul e nas regiões autónomas e 13 na zona centro, segundo a lista revista divulgada em março após os protestos do poder político local.

O fecho de agências foi negociado com Bruxelas e é uma das contrapartidas acordadas para que a recapitalização da CGD que está a decorrer, num montante superior a 5.000 milhões de euros, não seja considerada ajuda de Estado.

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