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CGD quer vender 3 imóveis, incluindo o da Rua do Ouro

A Caixa Geral de Depósitos pretende vender três imóveis que tem em Lisboa. Um dos imóveis que o banco público pretende colocar no mercado está localizado na Rua do Ouro. Foto: Direitos reservados
A Caixa Geral de Depósitos pretende vender três imóveis que tem em Lisboa. Um dos imóveis que o banco público pretende colocar no mercado está localizado na Rua do Ouro. Foto: Direitos reservados

O banco público segue o mesmo caminho já realizado por dois outros bancos e coloca no mercado imóveis, incluindo um na baixa lisboeta

A Caixa Geral de Depósitos pretende vender três imóveis que tem em Lisboa. Um dos imóveis que o banco público pretende colocar no mercado está localizado na Rua do Ouro. O processo arrancou este mês de julho e está previsto que a venda esteja concretizada até outubro deste ano.

A Cushman & Wakefield foi instruída, em exclusivo, para a venda de um portfólio de 3 imóveis da Caixa Geral de Depósitos em Lisboa, um dos quais, o emblemático quarteirão da CGD na Rua do Ouro. Os outros 2 imóveis são terrenos para construção localizados no Areeiro e em Telheiras”, pode ler-se no comunicado enviado às redações pela consultora imobiliária.

O quarteirão do banco público na Rua do Ouro (baixa lisboeta) é um “exemplo de arquitetura de baixa pombalina” e foi quase totalmente reconstruído na década de 60 do século XX. “O edifício, que totaliza cerca de 13.000m², está em excelentes condições e constitui uma rara oportunidade de promoção de um projeto icónico de luxo – residencial ou turístico – com dimensão, numa localização privilegiada e cada vez mais estratégica do centro histórico da cidade”.

O segundo imóvel que a instituição liderada por Paulo Macedo quer colocar no mercado está localizado na Avenida João XXI, junto à sede da CGD. “O terreno, com 1.264m², está classificado como Espaço Central e Residencial no PDM de Lisboa e poderá permitir a construção de um projeto residencial com mais de 7.000m² de construção acima do solo”.

Por fim, o terreno na zona de Telheiras “está localizado em frente às instalações do Hospital da Marinha, conta com cerca de 8.100m²”. “Está integrado em espaço Urbano Central e Residencial a Consolidar e poderá permitir, no futuro, um projeto residencial com alguma dimensão numa zona também de referência na cidade para projetos residenciais de gama média alta e alta”, nota ainda o comunicado.

A concretizar-se esta venda de imóveis, o banco público segue o mesmo caminho que outros bancos presentes em Portugal já realizaram. No passado sábado, o semanário Expresso noticiava que o BPI, através do seu Fundo de Pensões, vendeu o edifício mais antigo que tinha na Baixa por 66 milhões de euros. Este quarteirão é composto por cinco edifícios do século XVIII, de arquitetura pombalina.

Já o BCP vendeu ao grupo hoteleiro Sana o edifício na rua do Ouro, que ocupava praticamente um quarteirão na Baixa de Lisboa. O edifício de cerca de 8.850 metros quadrados terá sido vendido por um preço entre 40 e 50 milhões de euros, segundo o jornal digital Eco. Este imóvel será transformado no quarto hotel do grupo Sana na capital.

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