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CGD fecha 70 balcões. Maioria nos centros urbanos

CGD. Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens
CGD. Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens

O banco público lembra que o fecho balcões faz parte do plano estratégico negociado entre o governo e Bruxelas em 2016.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) reafirma o encerramento de cerca de 70 agências este ano, a maioria no final de junho, mas garante que a maior parte dos balcões que fecham estão situados nos maiores centros urbanos do país.

O banco público lembra que o fecho balcões faz parte do plano estratégico negociado entre o governo e Bruxelas em 2016 no âmbito da recapitalização da CGD.

“Tal como a CGD, em diversas circunstâncias já afirmou publicamente, este ano serão encerrados cerca de 70 balcões, a maioria dos quais no final do presente mês de junho”, refere num comunicado divulgado esta segunda-feira.

“As agências a encerrar foram objeto de análise e, além da sua atividade e resultado económico, foram tidas em consideração questões como as acessibilidades a outras agências da CGD e a mobilidade da população, resultando deste facto que a maioria das agências a encerrar se situe nos maiores centros urbanos do País, com destaque para a Grande Lisboa e o Grande Porto”, adianta.

A Caixa recorda que o plano estratégico negociado com as autoridades europeias em 2016 prevê uma redução de cerca de 25% do número de agências do banco até ao final de 2020. “Recorde-se que o número de agências bancárias em Portugal se reduziu em 30% ou 1901, desde 2011, e em Espanha o recuo foi de 11.649, no mesmo período. Apesar desta redução, Portugal continua a ser um dos países europeus com mais balcões per capita”, afirma.

Em 2017 a Caixa tinha 587 agências e no final deste este ano ficará com cerca de 517, “cumprindo a sua missão de banco público estável e acessível aos cidadãos e às empresas, mas também sustentável e viável”.

“Ao redimensionamento da sua rede física, a Caixa tem justaposto o incremento da sua presença digital, liderando de forma destacada o mercado também nestes canais”, sublinha.

Maioria dos fechos nos grandes centros urbanos

O banco liderado por Paulo Macedo refere que além da grande Lisboa e grande Porto, a CGD optou por reduzir a sua presença nas maiores cidades, “onde se tem acentuado a preferência dos clientes pelos serviços digitais em detrimento dos canais físicos, mantendo e até aumentando a presença dos seus gabinetes de empresas”.

“A CGD tem vindo, como é público, a efetuar estes encerramentos, assegurando a manutenção dos níveis de serviço aos seus clientes mantendo a sua rede de ATM e ATS e aumentando os serviços digitais, ao mesmo tempo que procura garantir a manutenção dos seus níveis de atividade. Nas agências que encerrou recentemente, a Caixa manteve mais de 95% dos seus clientes, bem como os seus níveis de envolvimento”, aponta.

Garante que, para obviar aos naturais transtornos, irá disponibilizar gratuitamente, durante um ano, um cartão de débito para utilização nas áreas automáticas e ATMs existentes em todo o território nacional e internacional. “Os clientes têm à disposição o acesso aos serviços bancários à distância, como o Caixa Direta, através do telefone, da internet ou de aplicações que funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana. A aplicação caderneta digital é também um serviço sem custos que está disponível para os clientes”, adianta.

“Todos os clientes das agências a encerrar continuarão a beneficiar das mesmas condições na sua nova agência”, acrescenta.

 

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