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CGD fecha primeiro trimestre com prejuízos de 38,6 milhões

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CGD fecha primeiro trimestre com prejuízos de 38,6 milhões

CGD fechou o primeiro trimestre com menos 16 agências e menos 225 trabalhadores dedicados à operação portuguesa

A Caixa Geral de Depósitos fechou as contas do primeiro trimestre deste ano com um prejuízo de 38,6 milhões de euros, valor que compara com as perdas de 74,2 milhões de euros registadas no mesmo período do ano passado.

Na apresentação de resultados, o presidente da CGD, Paulo Macedo, lembrou que há cerca de mês e meio o banco apresentou os seus resultados de 2016. “O que marca estes 100 dias é a capitalização da CGD num valor superior em capital de 2500 milhões de euros e o segundo aspeto é a conclusão da aprovação do acordo entre o estado português e a União Europeia precisamente que possibilitou esta capitalização”, no que considerou “dois fatores fulcrais decisvos na história da CGD”.

Os prejuízos são justificados, segundo José Brito, administrador financeiro do banco público, com os custos não recorrentes de 58 milhões de euros, fruto do programa de pré-reformas e de 48 milhões de euros de impostos. Excluindo este efeito a CGD apresentou um resultado recorrente positivo de 3,5 milhões de euros.

Segundo comunicado agora enviado à CMVM, a conclusão das duas primeiras fases do plano de recapitalização, no valor de 4,4 mil milhões de euros, permitiu reforçar de forma significativa os rácios do banco para 12,3 e 14,2%, valores que comparam com os 10,4% em termos transitórios (CET1 phased-in) e de 9,6% em termos completos (CET1 fully implemented) no mesmo período do ano passado.

Paulo Macedo já tinha avisado que a CGD só deverá voltar aos lucros em 2018, devido ao esforço para limpar o balanço, ao mesmo tempo que avança com o plano de reestruturação, cujo dos eixos principais passa pela redução de 2.200 funcionários até 2020 e o encerramento de 170 agências, números que têm provocado polémica.

Segundo as contas agora publicadas, a margem financeira da CGD cresceu 18,4% no primeiro trimestre do ano, para 326 milhões de euros, com o produto bancário a dar um salto de 65%, para 490 milhões.

A CGD nos primeiros três meses do ano voltou a aumentar o nível de imparidades reconhecidas, de 84 milhões para 113 milhões, sublinhando que caso fosse excluído das contas o “o custo não recorrente referente a provisão para programa de pré-reformas e rescisões de 2017”, o resultado líquido no período teria sido positivo em 3,5 milhões.

Em comparação com março de 2016, a CGD fechou o primeiro trimestre deste ano com menos 16 agências bancárias em Portugal (para um total de 716) e menos 225 trabalhadores, empregado 8145 pessoas no país no final do trimestre.

(atualizada às 18h36 com declarações do presidente da CGD, Paulo Macedo)

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