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CGD vai encolher e nem todos os cantos do país terão uma agência

Fotografia: Rui Coutinho
Fotografia: Rui Coutinho

Os compromissos com Bruxelas são claros: A CGD deve ser rentável e isso não se conjuga com a presença em todos os cantos do país

É o preço a pagar para ter uma Caixa Geral de Depósitos (CGD) rentável: “Que ninguém peça à CGD para estar onde os outros bancos não querem estar”, respondeu Paulo Macedo, depois de questionado se o banco público iria continuar presente em todos os distritos do país, como os trabalhadores e os partidos mais à esquerda têm exigido.

Em outubro último, a CGD era a única instituição financeira presente em todos os concelhos do país, um alcance geográfico apontado como uma “linha vermelha” que a reestruturação não deveria passar. Contudo, o CEO deu a entender que esta linha vermelha será ultrapassada.

“Se a CGD não tivesse apresentado como pressuposto que vai atingir a rentabilidade, não seria recapitalizada”, começou por referir Paulo Macedo, justificando desta forma a opção que o banco vai tomar de aumentar comissões aos seus clientes mas também as metas para a redução de custos. “São passos essenciais que a CGD precisa de dar.”

Mais em concreto sobre o fecho de balcões, Macedo explicou que os encerramentos são outro dos pressupostos previstos no acordo com a Comissão Europeia. “A CGD procurará mitigar e ver como é que pode agir nas localidades que não são servidas por outros bancos, de que forma poderá manter aí um serviço”, começou por dizer.

Mas avisou: “É muito claro que ninguém pode pedir à CGD que fique onde mais nenhum banco quer estar, porque a CGD deve prestar serviço público mas se ficarmos nos sítios onde ninguém quer estar, então o banco não saía deste ciclo de seis anos de prejuízos em que esteve.”

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