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Christine Lagarde pede medidas mas afasta intervenção estatal no Deutsche Bank

REUTERS/Hannibal Hanschke
REUTERS/Hannibal Hanschke

"Todos temos interesse que a situação seja resolvida, que as medidas corretas sejam tomadas e que também não se caia num excesso de dramatização"

Christine Lagarde, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), não antecipa o avanço de uma intervenção do governo alemão no Deutsche Bank, estando convicta porém que serão tomadas medidas para acautelar os receios que os mercados têm manifestado perante a saúde do gigante alemão.

Lagarde, que foi hoje entrevistada na CNBC, relembrou que no sistema bancário alemão existem bancos de “importância crítica” para a economia global, com várias instituições com elevadas ramificações sistémicas. “E o Deutsche Bank é seguramente um deles.” Contudo, e apesar de referir que uma eventual intervenção do governo no Deutsche é algo “que terá de ser discutido entre os governantes alemães”, Lagarde diz que “não vê” necessidade que avance um apoio público à instituição.

Em junho último, o “Financial sector assessment” feito à banca alemã pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu que o Deutsche Bank era o maior risco para a estabilidade mundial, dado o elevado risco sistémico que atualmente apresenta – com exposições significativas dos maiores bancos do globo.

“Concluímos no final de junho o financial sector assessment do sistema bancário alemão. É um sistema de importância crítica com alguns ‘players’ sistémicos. E o Deutsche Bank é seguramente um deles. Logo, creio que todos temos interesse que a situação seja resolvida, que as medidas corretas sejam tomadas mas que também não se caia num excesso de dramatização. Mas estou confiante que as medidas serão tomadas”, disse Christine Lagarde à CNBC.

Questionada sobre se recomendaria uma intervenção do governo de Merkel no banco, Lagarde apontou não considerar que o banco esteja “numa fase em que seja absolutamente necessário avançar uma intervenção estatal”. Mas confessou esperar que “sejam tomadas as medidas adequadas internamente para que todo o sistema financeiro alemão continue sólido e que os seus ‘players’ sistémicos saiam reforçados”.

Quanto ao peso sistémico do Deutsche Bank, Lagarde detalhou que o mesmo advém do facto “da instituição ter imensas relações com muitos outros bancos em todo o mundo”, sendo igualmente um banco muito internacional. “Logo é importante que seja consolidado e que tenha uma base sólida.

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