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Chumbo à cisão dos ativos abriu porta ao “diploma BPI”

Fotografia: Tony Dias/Global Imagens
Fotografia: Tony Dias/Global Imagens

Fernando Ulrich elogia governo e não tem qualquer problema com a alcunha dada à lei da desblindagem, o "Diploma BPI"

Segundo Fernando Ulrich, CEO do BPI, caso a cisão dos ativos africanos proposta pela administração do banco em setembro de 2015 tivesse sido aprovada “se calhar uma série de coisas não teriam acontecido, por exemplo o decreto da blindagem”, referindo-se às alterações recentemente aprovadas pelo governo que facilitam a desblindagem dos estatutos na banca.

“A cisão proposta era ótima e poderá vir a ser se for recuperada. É preciso ter em consideração que se a solução tivesse sido aprovada na devida altura se calhar uma série de coisas não teriam acontecido, por exemplo o decreto da blindagem”, referiu Ulrich na conferência de apresentação dos resultados trimestrais do BPI.

Questionado sobre se o diploma em questão foi desenhado propositadamente para o BPI, tendo até sido batizado de “Diploma BPI” pela Santoro, Ulrich começou por referir que não tem qualquer problema com a alcunha dada às alterações ao regime das instituições financeira, apontando que entende “que o diploma é bom em si mesmo, já que contempla também problemas que podem suscitar noutras instituições”, disse. As alterações não obrigam nenhum banco a desblindar os estatutos, apenas facilitam a mesma.

“O governo atuou muito bem, porque teve em conta a estabilidade do sistema financeiro e fez muito bem o trabalho de casa, muito cuidadoso e demorado”, disse Ulrich, realçando de seguinda que nem é socialista. “Voto sempre no PSD mas é de justiça dizer isto.”

Fernando Ulrich lembrou ainda que já durante a governação anterior, e também na Presidência de Cavaco Silva, o tema já estava em debate.

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