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CMVM cria secção para fintech

A presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Gabriela Figueiredo Dias. Fotografia: JOÃO RELVAS/LUSA
A presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Gabriela Figueiredo Dias. Fotografia: JOÃO RELVAS/LUSA

A nova secção da página da CMVM conta com um glossário para explicar as novas tecnologias e modelos de negócio gerados pelas fintech.

A CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários criou uma nova secção dedicada às fintech (startups financeiras) na própria página de internet. O ‘polícia’ dos mercados português pretende, com este espaço, “facilitar o diálogo com os promotores de novos projetos que envolvam tecnologia financeira” e “esclarecer os promotores” sobre os novos regulamentos para esta área.

“As tecnologias e serviços FinTech apresentam potenciais oportunidades para o setor dos serviços financeiros, mas também, riscos específicos, dada a sua complexidade, sofisticação, volume de dados que geram e processam e pelo facto de serem disponibilizados através da internet”, lembra a entidade liderada por Gabriela Figueiredo Dias.

A nova secção da página da CMVM conta com um glossário para explicar as novas tecnologias e modelos de negócio gerados pelas fintech, legislação sobre financiamento colaborativo (crowdfunding), alertas aos investidores e a participação em diversas iniciativas.

A CMVM está ainda a promover um concurso bianual de inovação financeira, com início em 2018, e que vai distinguir os melhores estudos de base científica e tecnológica que “incorporem elementos de criatividade e potencial de inovação financeira”. O melhor prémio será distinguido com mil euros e um estágio remunerado de seis meses.

No “Risk Outlook” para 2018, a CMVM antecipou uma subida do risco no sector da fintech. “A crescente adoção de plataformas de financiamento alternativas pode expandir os riscos operacionais, erros e má conduta das empresas, risco de fraude e burla pelos utilizadores das plataformas e riscos de liquidez devido à falta de um mercado secundário”, considerou a CMVM.

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