CGD

CMVM não pediu para ter acesso ao relatório da EY sobre a CGD

Gabriela Dias,  presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM)
Gabriela Dias, presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM)

O regulador do mercado de capitais apenas tem a competência de supervisão sobre a atuação dos auditores desde 2016.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) não teve acesso à auditoria feita pela EY aos atos de gestão na Caixa Geral de Depósitos entre 2000 e 2015. A presidente do supervisor revelou, num encontro com jornalistas, que a “CMVM não teve acesso ao relatório, não pediu para ter e não tinha que ter”.

No entanto, Gabriela Figueiredo Dias realça que “o auditor está sob a nossa supervisão e sob o nosso radar”. E não descarta que, no âmbito da supervisão das auditoras, venha a solicitar o documento preparado pela EY. “Vamos verificar se o auditor cumpriu as regras e as aplicou adequadamente”.

A CMVM apenas tem a competência de supervisão de auditoras desde 2016. E a presidente do supervisor admite que dificilmente existirá uma avaliação às entidades que auditaram as contas da Caixa Geral de Depósitos entre 2000 e 2008. Entre este ano até 2016, a atuação dos auditores era vigiada pelo Conselho Nacional de Supervisão e Auditoria, que incluía a CMVM, o supervisor do setor dos seguros e o Banco de Portugal.

Nesse sentido, Gabriela Figueiredo Dias admite que a CMVM “em teoria” teria poder para avaliar as auditoras da CGD entre 2008 e 2016. Antes disso, a presidente do supervisor financeiro diz que a atuação já foi muito diluída no tempo e que apenas poderá ter impacto na avaliação das idoneidades.

Esta semana foram conhecidas as conclusões do relatório preliminar da EY sobre os atos de gestão do banco público entre 2000 e 2015. Foram detetados créditos de risco e que não respeitaram as regras que resultaram em prejuízos de cerca de 1,2 mil milhões de euros para o banco público.

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