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CMVM proíbe negociação a descoberto de ações do BCP esta sexta-feira

Fotografia: José Pedro Monteiro
Fotografia: José Pedro Monteiro

CMVM decreta proibição de 'short-selling' de ações do BCP na sessão de sexta-feira, por não conseguir excluir ocorrência de fenómeno de especulação

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) decidiu proibir temporariamente as vendas a descoberto de ações do BCP. A proibição estará em vigor pelo menos ao longo de sexta-feira.

O dia de hoje marcou o arranque do aumento de capital do BCP, com a ação do banco a desvalorizar pouco mais de 11%, pressionadas pela venda dos direitos que dão acesso a mais 15 títulos do BCP cada. Os títulos, de manhã, caíram 10% e fecharam a perder 11,4%, para 14 cêntimos por ação.

Em comunicado, o supervisor dos mercados anunciou ao início da noite que decidiu pela “proibição das vendas a descoberto das ações representativas do capital social do Banco Comercial Português”, proibição que “tem efeitos a partir das 00h00 de 20 de janeiro de 2017, até às 23h59 do mesmo dia”.

Por vendas a descoberto, ou short selling, entende-se a venda de um ativo que ainda não se detém a um preço acordado, esperando depois que o preço real do ativo caia para o recomprar e lucrar com a diferença.

Na base da decisão, explica a CMVM, estão os regulamentos europeus que regem os mercados acionistas, que dão aos supervisores o poder de restringir temporariamente este tipo de operações “em caso de diminuição significativa da respetivo preço”, um tipo de flutuação que “não pode excluir a ocorrência de um fenómeno de especulação com impacto negativo”.

Ora, e como “o limiar” para poder restringir estas operações corresponde a “uma diminuição de 10% ou mais no preço das ações” e, “tendo em consideração que a diminuição do preço das ações, em relação ao preço de fecho do dia de negociação imediatamente anterior, foi de 11,37%”, a direção da CMVM, presidida por Gabriela Figueiredo Dias, avançou para a proibição deste tipo de negociação ao longo de sexta-feira.

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