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Constâncio: “Calúnias servem a Berardo e Filipe Pinhal”

O ex-governador do Banco de Portugal (BdP), Vítor Constâncio, fala perante a II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco, na Assembleia da República. TIAGO PETINGA/LUSA
O ex-governador do Banco de Portugal (BdP), Vítor Constâncio, fala perante a II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco, na Assembleia da República. TIAGO PETINGA/LUSA

O antigo governador do Banco de Portugal considera que notícias sobre crédito da CGD a Berardo são vantagem para o empresário.

Vítor Constâncio classificou como “calúnias” as notícias a indicar que enquanto governador do Banco de Portugal deu luz verde ao empréstimo de 350 milhões de euros da CGD a Berardo para a compra de ações do BCP. O antigo responsável do supervisor refutou essas acusações e diz que “são calúnias que podem servir de tentativa de vingança de alguns que foram condenados e afastados do sistema. E foram muitos”.

Além dessas possíveis vinganças, Constâncio considera que essas notícias servem “os interesses objetivos de Berardo de que se diga que as únicas garantias eram as ações” para deixar de “responder com o seu elevado património”.

O antigo governador apontou ainda a mira a Filipe Pinhal, administrador do BCP que disse ter sido afastado da liderança do banco devido a pressões de Vítor Constâncio. Pinhal acusou o antigo governador de fazer parte de uma teia urdida também por José Sócrates e Teixeira dos Santos no assalto ao poder no BCP. O gestor foi alvo de processos do Banco de Portugal devido ao caso das offshores do BCP.

Leia também:Filipe Pinhal. “Recusei empréstimos a Berardo e Constâncio correu comigo”

Mas Constâncio diz que Pinhal pode querer apenas vingança, assim como outros gestores que foram sancionados pelo Banco de Portugal não só no BCP, mas também no BPP e no BPN. Considera que “há outros culpados de semelhantes crimes que querem fazer crer que o banco central e o governo” são os responsáveis quando alguma coisa corre mal. Constâncio afirma que começou a “emergir a tendência para se fazer crer que se algo falhou num o responsável só pode ter sido o supervisor e não a gestão do banco em causa”.

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