entrevista

Constâncio responsabiliza CGD por não ter “vigiado” empréstimo a Berardo

Vítor Constâncio, economista e político português. Antigo governador do Banco de Portugal (BdP)
(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)
Vítor Constâncio, economista e político português. Antigo governador do Banco de Portugal (BdP) (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

Ex-governador do Banco de Portugal assume ao DN e TSF que hoje o crédito teria o mesmo tratamento. O BdP não tinha como travar crédito

O dinheiro emprestado pela CGD à Fundação Berardo para comprar ações do BCP, e a forma como o banco público podia ter salvaguardado a sua posição e não o fez, é o tema da entrevista semanal do DN e TSF, esta semana, a Vítor Constâncio. O ex-governador do Banco de Portugal fala das medidas de salvaguarda que o contrato continha e alerta que não estava na mão do regulador travar a concessão. Hoje, diz, tudo seria tratado da mesma forma.

“É o que está no contrato. As garantias podem-se resumir em três pontos principais. O primeiro é o seguinte: todas as ações que fossem compradas com o empréstimo, de qualquer das nove empresas, tinham que ser dadas em penhor à Caixa como garantia do empréstimo e, permanentemente, todos os dias, a Caixa tinha o poder contratual de verificar se o valor das ações dadas em penhor no mercado era superior ou inferior ao dinheiro em dívida. Todos os dias”, começou por dizer.

“Mas mais do que isso, e de certo modo, talvez mais importante para os ouvintes: a segunda condição e a segunda garantia é que, apurando, ao fim de cada trimestre, o devedor tinha que assegurar que as ações em penhor em média dos três meses tinham um valor superior em 5% ao dinheiro que estivesse em dívida. 5% podem achar que é pouco, mas não é”, classificou.

Leia a entrevista completa em DN.pt

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
boris johnson brexit

Brexit: Um acordo que responde “às circunstâncias únicas da Irlanda”

Álvaro Santos Pereira, ex-ministro da Economia, na comissão de inquérito do Parlamento sobre as rendas excessivas da eletricidade, Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Álvaro Santos Pereira ataca “corporativismo” de notários, advogados e arquitetos

Álvaro Santos Pereira, ex-ministro da Economia, na comissão de inquérito do Parlamento sobre as rendas excessivas da eletricidade, Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Álvaro Santos Pereira ataca “corporativismo” de notários, advogados e arquitetos

Outros conteúdos GMG
Constâncio responsabiliza CGD por não ter “vigiado” empréstimo a Berardo