Novo Banco

Contrato do Novo Banco chegou ao Parlamento, mas está encriptado

Fotografia: TIAGO PETINGA/LUSA
Fotografia: TIAGO PETINGA/LUSA

O pedido para aceder ao documento da venda do banco ao fundo norte-americano foi feito pelo Bloco de Esquerda.

O contrato de venda do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star já chegou ao Parlamento, mas está encriptado, ou seja, não é possível ver todos os dados, confirmou fonte do Bloco de Esquerda ao Dinheiro Vivo.

O contrato foi assinado em 2017 e prevê a injeção até 3,9 mil milhões de euros por parte do Estado através do Fundo de Resolução, ao abrigo do Mecanismo de Capital Contingente.

A disponibilização do contrato aos deputados terá de seguir regras tal como aconteceu com o relatório dos grandes devedores à banca disponibilizado no ano passado pelo Banco de Portugal.

O pedido para que os deputados tivessem acesso ao contrato assinado com os norte-americanos foi feito pelo Bloco de Esquerda, através de um requerimento que foi aprovado no Parlamento. Os bloquistas contestam a “falta de transparência” do contrato.

Até agora, o Novo Banco já recebeu 2,9 mil milhões de euros, sendo que 2,1 mil milhões foram empréstimos do Tesouro. A última transferência foi feita no dia 08 de maio no valor de 850 milhões de euros, gerando polémica uma vez que o primeiro-ministro desconhecia a nova injeção.

Contudo, uma vez que o Fundo de Resolução não tem o dinheiro necessário às injeções de capital no Novo Banco, todos os anos pede dinheiro ao Estado, devolvendo o empréstimo ao longo de 30 anos.

O Novo Banco registou prejuízos de 1.058,8 milhões de euros em 2019, uma diminuição face aos 1.412,6 milhões de euros verificados em 2018.

Já no primeiro trimestre de 2020, a instituição financeira totalizou um prejuízo de 179,1 milhões de euros, valor que compara com um resultado líquido negativo de 93,1 milhões de euros registado em igual período do ano anterior.

Notícia atualizada às 12h45

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