António Costa

Costa espera ter problema da banca resolvido “até ao final do ano”

Primeiro-ministro acredita numa solução para o malparado e o Governo está a preparar uma alteração legislativa sobre o tema.

O primeiro-ministro António Costa espera ter o problema do crédito malparado na banca resolvido até ao final do ano com uma solução para o crédito malparado.

“No final do ano esperamos ter ultrapassado os problemas dos nossos bancos e recapitalizar com uma solução para o crédito malparado”, revelou o primeiro-ministro se avançar mais detalhes.

O governante falava em entrevista à Bloomberg TV, numa altura em que o Executivo está a assumir como uma das prioridades reduzir o crédito malparado (NPL) do balanço dos bancos. Em cima da mesa está a criação de um veículo onde esse crédito seja colocado, que será gerido pelos próprios bancos e há um grupo de trabalho criado para encontrar soluções.

O ministro das Finanças já disse que está a ser preparada uma nova lei que permitirá aos bancos obter mais valor na reestruturação dos empréstimos, numa discussão que deverá arrancar com a Comissão Europeia ainda este mês.

Questionado sobre o peso cada vez maior da China em Portugal, sobretudo no setor bancário, o responsável referiu que “Portugal foi sempre uma economia aberta e o investimento chinês sempre foi muito positivo, no setor financeiro ou energético mas não só. Por exemplo, o investimento chinês permitiu-nos capitalizar os nossos bancos”, afirmou António Costa.

Costa está “bastante confortável” com o peso do investimento chinês na banca. Temos investimento espanhol, angolano e chinês e estamos a diversificar as fontes de financiamento”, exemplificou. “Vemos isto como uma vantagem e não como uma desvantagem.”

As relações entre Portugal e a China têm-se vindo a consolidar, com a entrada no capital da EDP e da REN e o investimento em setores como os seguros (Fidelidade) ou saúde (Luz Saúde). Agora, a Fosun deverá ficar com 16,7% do BCP e o grupo Misheng está interessado no Novo Banco se opção for dispersão em bolsa, marcando a entrada no sector bancário de retalho depois da compra do BESI pelo Haitong – que está a reforçar a sua relação com a China, como noticiou o Dinheiro Vivo.

Segundo dados oficiais citados pela Bloomberg o investimento chinês em Portugal ultrapassou os sete mil milhões de dólares no final do ano passado. Portugal é agora o quinto maior destino de investimento chinês na Europa.

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