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Crédito Agrícola anuncia moratória nos créditos até 12 meses

Licínio Pina, presidente do Crédito Agrícola
Licínio Pina, presidente do Crédito Agrícola Fotografia: Direitos reservados

O objetivo é "ajudar a mitigar os efeitos económicos e sociais que o surto do COVID-19 está a provocar na sociedade portuguesa".

O Crédito Agrícola (CA) anunciou esta quarta-feira a criação de “um mecanismo de moratória para os créditos regulares para particulares e empresas que permite uma carência de capital ou prorrogação do termo do prazo de pagamento até 12 meses”.

A criação do mecanismo pelo CA visa “ajudar a mitigar os efeitos económicos e sociais que o surto do COVID-19 está a provocar na sociedade portuguesa” e vem em linha com o que tem sido anunciado por outros bancos, incluindo a Caixa Geral de Depósitos e o Santander.

“Este instrumento de apoio é elegível para os clientes que estejam em situação regular com banco, abrangendo as operações de crédito à habitação, ao consumo e créditos ao investimento e tesouraria, para o caso das empresas”, refere o banco em comunicado.

Adianta que “ajustará estas condições às orientações ou decisões que vierem a ser tomadas pelas autoridades legislativas ou regulatórias, europeias ou nacionais”.

Para as empresas ou empresários em nome individual, o banco lançou a ‘Linha de Crédito de Apoio Especial – Fundo Maneio’, com um montante máximo de financiamento até 100 mil euros. A linha está disponível para “todo o tipo de empresas nacionais com necessidade de liquidez na atual conjuntura, com o objetivo de pagamento de salários, encargos com a manutenção da atividade, pagamento a fornecedores”.

O CA também se associou ao Estado português e ao Sistema Nacional de Garantia Mútua na ‘Linha de Crédito Capitalizar 2018 COVID-19’. A linha tem um montante global de 200 milhões de euros e um limite de financiamento de 1,5 milhões de euros por empresa e por linha específica.

“Para os particulares, foi lançada a ‘Linha de Crédito de Apoio Especial Pessoas Singulares’ para fazer face aos encargos que tendem a aumentar, seja por despesas de saúde, seja pela contingência de passar a ficar em casa, com as despesas acrescidas que daqui, naturalmente resultam e os rendimentos serem reduzidos”, diz o banco.

Atualizada às 15H52 com mais informação

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