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Crédito sobe para 1451 milhões em março, taxas de juro caem

Finanças pessoais: Dívidas com cartões de crédito, poupar para a reforma, roubo de identidade e enormes custos com o seguro de saúde são alguns dos problemas.

Trata-se de uma aceleração na concessão de crédito. Os portugueses já pediram 2.351 milhões de euros para compra de casa desde o início deste ano.

As novas operações de crédito concedido para compra de habitação e consumo subiram em março, totalizando os 1.451 milhões de euros, enquanto as taxas de juro médias desceram.

A continuar a este ritmo, 2019 será o ano mais forte da década em termos de concessão de crédito a particulares em Portugal.

Os novos empréstimos à habitação aumentaram para 870 milhões de euros, de 734 milhões de euros em fevereiro. No crédito ao consumo e para outros fins, as novas operações subiram para 581 milhões de euros, face aos 528 milhões de euros registados no mês anterior.

Trata-se de uma aceleração na concessão de crédito. Os portugueses já pediram 2.351 milhões de euros para compra de casa desde o início deste ano. É o montante mais alto desde 2010.

No crédito ao consumo, o endividamento dos particulares soma 1.092 milhões de euros nos primeiros três meses deste ano, com o montante de empréstimos para outros fins a ascender a 488 milhões de euros.

“Nas novas operações de crédito a particulares para habitação, a taxa de juro média diminuiu 1 ponto base (pb), para 1,36%. No crédito ao consumo e para outros fins, as taxas de juro médias foram, respetivamente, de 7,13% e 3,62%”, adianta o Banco de Portugal numa nota de informação estatística divulgada esta terça-feira.

Desde julho de 2018 que estão em vigor recomendações do Banco de Portugal para os bancos apertarem as condições de concessão de crédito à habitação e ao consumo. Mas a concorrência entre os bancos tem levado a uma descida das taxas de juro oferecidas nos novos contratos. Há bancos a garantir um spread de 1%.

No último Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito que o Banco de Portugal divulgou, os bancos não esperam uma alteração na procura nem nas condições para a concessão de crédito no segundo trimestre.

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