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Depósitos dos portugueses caem pela primeira vez em três anos

Fotografia: Mário Cruz/Lusa
Fotografia: Mário Cruz/Lusa

"A redução dos depósitos reflete a preferência das famílias por aplicações alternativas para a poupança"

Os empréstimos concedidos pelos bancos a particulares para habitação continuaram a cair em março (2,7%) em termos homólogos, assim como os concedidos a sociedades não financeiras (2,3%), segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

Em fevereiro, as taxas de variação anual (tva) destes empréstimos tinham sido igualmente negativas (-2,8% e -2,6%, respetivamente).

No conjunto da área do euro, as tva nos empréstimos a sociedades não financeiras e a particulares (habitação) foram de 1,6% e 3,0%, respetivamente, superiores às tva de 1,5% e 2,8% observadas em fevereiro, acrescenta.

De acordo com a nota de informação estatística do BdP hoje publicada, os depósitos de particulares nos bancos residentes por sua vez totalizavam os 138,8 mil milhões de euros no final de março de 2017, refletindo uma tva negativa (-0,4%) pela primeira vez nos últimos três anos.

“A redução dos depósitos reflete a preferência das famílias por aplicações alternativas para a poupança, nomeadamente, instrumentos de dívida pública”, justifica a instituição.

Contudo, sinaliza, nos depósitos a menos de dois anos, que representam mais de ¾ do total de depósitos de particulares, a tva é de 10,2%.

Na área do euro, a tva dos depósitos de particulares média foi de 4%.

O BdP divulgou hoje também que, em março, a taxa de juro média dos novos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras foi de 2,71%, inferior aos 2,89% registados em fevereiro, apresentando um novo mínimo histórico da série.

A redução daquela taxa verificou-se tanto nas operações abaixo de um milhão de euros como acima de um milhão de euros, com as taxas a fixarem-se em 3,16% e 2,04%, respetivamente.

O volume de novos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras em março foi de 2,591 mil milhões de euros, comparativamente a 1,831 mil milhões de euros registados em fevereiro.

Nas novas operações de empréstimos a particulares para habitação, a taxa de juro média registou um novo mínimo histórico da série de 1,77%, enquanto no crédito ao consumo e para outros fins as taxas de juro médias foram de 7,48% (7,58% em fevereiro) e de 3,83% (4,13% em fevereiro), respetivamente.

Os volumes de novas operações de empréstimos para habitação, consumo e outros fins totalizaram, respetivamente, 720 milhões, 393 milhões e 201 milhões de euros.

No mesmo mês, a taxa de juro média dos novos depósitos, até um ano, de sociedades não financeiras fixou-se em 0,20%, dois pontos base abaixo da observada em fevereiro.

No caso dos particulares, o valor médio da taxa de juro dos novos depósitos até um ano foi de 0,29%, 1 ponto base inferior ao verificado em fevereiro.

 

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