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Desblindagem no BPI reforça interesse no Novo Banco

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REUTERS/Rafael Marchante
Fotografia: REUTERS/Rafael Marchante

Chairman do banco admite que BPI está a estudar "seriamente" o dossier.

A desblindagem dos estatutos no BPI, aprovada esta semana em assembleia-geral de acionistas, permite que o banco olhe mais aprofundadamente para o dossier de compra do Novo Banco. “O banco está a estudar seriamente essa operação e vai continuar a estudá-la e a tomar decisões. O aspeto que ficou resolvido permite ao banco tomar posições quando for a altura, e quando for conveniente, porque não está bloqueado nas exigências de capital”, admitiu Artur Santos Silva, chairman do banco, na conferência de imprensa depois da assembleia-geral.

O fim dos limites de voto permite que a OPA do Caixabank, que já tem 45% do capital do banco, avance e cria condições para que o BPI se torne um dos mais fortes candidatos na corrida ao Novo Banco. Os fundos Apollo/Centerbridge e Lone Star também entregaram propostas e o BCP avançou com uma manifestação de interesse sem preço mas o Fundo de Resolução estava à espera de uma clarificação na estrutura acionista do BPI – e também do BCP, que tem em cima da mesa uma proposta da Fosun para a tomada de uma participação de 16,7% do capital – para reforçar nas negociações e a troca de informação com os interessados. Ontem, o Governo aprovou a alteração legislativa que permite o agrupamento de 75 ações numa só, o reverse stock split, que é uma das condições para a proposta da Fosun avançar.

O Fundo de Resolução estará a trabalhar no cenário de venda directa a institucionais, a solução preferencial, mas o modelo para a dispersão em bolsa está praticamente concluído, disse António Ramalho, presidente do banco, numa carta aos trabalhadores. O responsável revelou também que “também se notou uma renovada atenção dos atuais concorrentes à compra direta do nosso banco, bem como um novo interesse por novos investidores potenciais em ambiente de IPO”. O modelo, que deveria ter ficado definido em julho, ainda não está fechado. Aliás, a venda deveria ter ficado concluída em agosto mas foram necessários novos contactos já este mês devido à natureza muitos diversas das propostas.

António Ramalho negou também que esteja em estudo a possibilidade de se avançar com a venda só de alguns ativos do Novo Banco. “Surgem esporadicamente ideias vagas sobre a divisão do Novo Banco. Mas hoje tais ideias não são credíveis porque estão desatualizadas”, diz o presidente do banco.
O objetivo é recuperar o máximo dos 4,9 mil milhões de euros injetados no Novo Banco – 3,9 mil milhões de dinheiro público -, num enquadramento adverso ao sector bancário e num momento em que várias instituições internacionais alertam para o risco de ser preciso uma nova injeção de dinheiro público (v

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