Alemanha

Deutsche Bank admite recomprar dívida. Ações disparam

Sede do Deutsche Bank em Frankfurt. Fotografia: Kai Pfaffenbach / Reuters
Sede do Deutsche Bank em Frankfurt. Fotografia: Kai Pfaffenbach / Reuters

Esta será a forma encontrada pelo banco para acalmar a desconfiança dos investidores, que não acreditam que haja capacidade pagar algumas obrigações

O Deutsche Bank estará a considerar recomprar algumas das suas obrigações, noticia, esta quarta-feira, a Bloomberg. Depois de a notícia ter sido avançada, as ações do banco dispararam em bolsa.

Esta será a forma encontrada pelo maior banco alemão para acalmar a desconfiança dos investidores, que não acreditam que o banco seja capaz de pagar os cupões das obrigações com maior risco, este ano e no próximo.

Em causa estão as obrigações de capital contingente (as chamadas CoCos, que podem ser convertidas em ações caso o emitente enfrente dificuldades de capital). O Deustche Bank tem 1,75 mil milhões de euros emitidos em obrigações CoCo e os títulos estão a negociar abaixo dos 75 cêntimos de euro, depois de terem derrapado 19% este ano.

Entretanto, o CEO do Deutsche Bank já veio tranquilizar trabalhadores e investidores, dizendo que o banco está “mais do que sólido” e tem uma “forte” capitalização. Assim, assegurou John Cryan, o Deutsche Bank vai cumprir as obrigações, mesmo as de risco mais elevado.

O próprio ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, disse que não está preocupado com o Deutsche Bank. Mas todas as mensagens de tranquilidade têm sido ignoradas e, na terça-feira, o banco já acumulava uma perda em bolsa de quase 39% desde o início.

Mas esta possibilidade de uma recompra de obrigações está a animar os investidores. Esta manhã, as ações do Deutsche Bank dispararam mais de 4%, para 13,78 euros.

Ainda assim, e apesar de o banco ter capital disponível para recomprar as obrigações, a Bloomberg sublinha que ainda não foi tomada qualquer decisão. A avançar com esta medida, as obrigações CoCo ficariam de fora.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
País precisa de repor, pelo menos, os 150 mil hectares de floresta perdida nos últimos 10 anos. Fotografia: Rodrigo Cabrita

Floresta vale mais de 1,3 mil milhões e está subaproveitada

António Serrano, nos estúdios da TSF. Professor catedrático e político português, foi Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas do XVIII Governo Constitucional de Portugal.
(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

António Serrano: “É preciso um choque de gestão no território florestal”

Jean-Claude Juncker. Fotografia: REUTERS / François Lenoir

Dinheiro do plano Juncker para Portugal duplica em apenas um ano

Outros conteúdos GMG
Conteúdo Patrocinado
Deutsche Bank admite recomprar dívida. Ações disparam