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Deutsche Bank conclui venda do negócio de retalho em Portugal ao Abanca

REUTERS/Kai Pfaffenbach
REUTERS/Kai Pfaffenbach

A Abanca adquiriu o negócio português do Deutsche Bank em março de 2018 e em novembro comprou a operação espanhola da Caixa Geral de Depósitos.

O banco alemão Deutsche Bank anunciou hoje ter concluído no domingo “com sucesso” a venda ao espanhol Abanca do negócio em Portugal de banca de particulares e pequenas empresas. “Ao longo do último fim de semana, o Deutsche Bank Portugal transferiu toda a sua carteira de clientes da área de Particulares e de Pequenas Empresas e os respetivos ativos e colaboradores para o Abanca Portugal”, afirma a instituição em comunicado hoje divulgado.

Esta venda permite, segundo a instituição, uma “menor complexidade orgânica” do grupo no exterior, continuando o Deutsche Bank a operar em Portugal através do Deutsche Bank Portugal, prestando serviços bancários às empresas nacionais e estrangeiras, ao Estado e demais entidades públicas.

“A banca de Particulares e de Pequenas Empresas continua, no entanto, a ser um negócio relevante do Deutsche Bank nos outros países onde está atualmente presente”, explica o banco no comunicado. A Abanca adquiriu o negócio português do Deutsche Bank em março de 2018 e em novembro comprou a operação espanhola da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Em 22 de junho do ano passado, a Autoridade da Concorrência (AdC) deu luz verde à compra do negócio de retalho em Portugal do Deutsche Bank, considerando que o negócio “não é suscetível de criar entraves significativos” à concorrência efetiva nesse mercado.

Os resultados líquidos do Deutsche Bank, no primeiro trimestre deste ano, caíram para 120 milhões de euros, menos 79% do que no mesmo período de 2017, enquanto o Abanca obteve, no passado trimestre, um lucro de 155,3 milhões de euros, mais 1,5% do que no mesmo período de 2017.

No anúncio de resultados, o banco espanhol defendeu que “a aquisição do Deutsche Bank Portugal PCC fortalece o modelo de negócio […], reforçando o posicionamento na venda de produtos de investimento (fundos, planos de poupança e seguros) e aumentando o seu volume de negócios em 6.500 milhões de euros”.

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