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Deutsche Bank teve prejuízo líquido de 5.718 milhões em 2019

Christian Sewing, CEO do Deutsche Bank. Fotografia: Ronald Wittek / EPA
Christian Sewing, CEO do Deutsche Bank. Fotografia: Ronald Wittek / EPA

A redução de receitas líquidas e o aumento dos custos com redução de pessoal ajudam a explicar o agravamento das perdas do banco alemão

O Deutsche Bank, o primeiro banco comercial privado da Alemanha, teve um prejuízo líquido atribuído de 5.718 milhões de euros em 2019, comparado com 52 milhões de euros perdidos em 2018, devido ao custo da redução de pessoal.

Segundo os dados hoje divulgados pelo banco, a receita líquida caiu no ano passado para 23.165 milhões de euros, 8% a menos do que em 2018, enquanto as despesas não financeiras subiram para 25.076 milhões de euros (mais 7%), em despesas de reestruturação.

Christian Sewing, diretor executivo do Deutsche Bank, afirmou, ao apresentar estes dados, que a sua estratégia está a “ganhar força” e que as receitas estabilizaram no segundo semestre de 2019.

Sewing disse também que o Deutsche Bank mantém uma disciplina de custos.

O Deutsche Bank aumentou no ano passado em 38% as provisões para perdas com empréstimos, para 723 milhões de euros, em comparação com 2018.

O primeiro banco comercial privado da Alemanha tem um índice de capital de alta qualidade de nível 1 (TEC 1) de 13,6%.

“Com a nossa forte posição de capital e um índice de CET 1 de 13,6%, estamos muito convencidos de que podemos financiar a nossa transformação com recursos próprios e voltar ao crescimento”, acrescentou Sewing.

O Deutsche Bank tinha 87.597 funcionários a tempo inteiro no final do ano passado, 5% a menos que em 2018.

Sewing acrescentou, numa carta aos funcionários, que no ano passado anunciaram a transformação “mais radical” do Deutsche Bank durante duas décadas e alcançaram “etapas importantes a concretizá-la”.

O diretor executivo acrescentou que esperava a perda sofrida em 2019 e que o Deutsche Bank já absorveu 70% dos custos de transformação que haviam sido antecipados até 2022.

Considerou que, nalgumas áreas, vão à frente do calendário estabelecido e progridem mais rápido do que o esperado.

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