resultados trimestrais

Dívida pública ajuda Santander Totta a aumentar lucros

Pedro Castro e Almeida, CEO do Santander Totta
(Diana Quintela/ Global Imagens)
Pedro Castro e Almeida, CEO do Santander Totta (Diana Quintela/ Global Imagens)

O banco liderado por Pedro Castro e Almeida aumentou o resultado líquido em 5,2% para 137,3 milhões no primeiro trimestre.

A gestão das carteiras de dívida pública ajudou o Santander Totta a compensar a queda da margem financeira. O banco liderado por Pedro Castro e Almeida apresentou esta terça-feira uma subida de 5,2% do resultado líquido para 137,3 milhões de euros nos primeiros três meses do ano. O lucro aumentou em cerca de sete milhões de euros.

A impulsionar os resultados estiveram os resultados de operações financeiras. “Alcançaram os 50 milhões de euros, reflexo da gestão das carteiras de dívida pública”, indica o Santander Totta. No mesmo período do ano passado as operações financeiras tinham contribuído em apenas 6,5 milhões de euros para os resultados.

A melhoria neste indicador permitiu compensar a descida da margem financeira do banco que desceu 6,7% de 231,2 milhões para 215,6 milhões de euros. O banco atribui a quebra à “maior pressão concorrencial sobre os preços e da procura moderada de crédito”.

Os custos também pesaram nos resultados. Houve um aumento de quase 2% para 152,6 milhões de euros. Apesar da despesa com pessoal ter ficado estável em 87 milhões de euros, a adoção das novas normas contabilísticas levaram a uma subida de 16% das amortizações para 12,3 milhões de euros.

Crédito desce com venda de carteiras

O Santander Totta continua a aumentar os empréstimos a famílias. “O crédito a particulares ascendeu a 21,5 mil milhões de euros, um crescimento de 0,3%, face ao primeiro trimestre”, é referido na apresentação de resultados. O banco detalha que “o crédito habituação subiu 1,7%, enquanto o crédito ao consumo evolui para 1,6 mil milhões de euros, um crescimento de 0,6%”.

No entanto, o crédito total desceu 2,4% para 40.476 milhões de euros, devido à venda de carteiras não produtivas de empréstimos a empresas. “O crédito a empresas, reflexo da venda de carteira de crédito não produtivas, alcançou os 18,1 mil milhões de euros, uma diminuição de 6%”, indica o banco.

O Santander Totta indica que “as quotas de mercado de novos créditos a empresas e habitação situaram-se em 20,5% e 19,6%, respetivamente”.

Já em relação à qualidade dos ativos, o baco diz que o rácio das exposições não produtivas desceu 1,6 pontos percentuais para 3,8% e que o rácio de eficiência melhorou quatro pontos para 43,3% face a março de 2018. Já o rácio de capital de melhor qualidade foi de 14,7%.

Notícia atualizada às 18 horas

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