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Domingues: “Gostava muito de continuar na CGD” mas condições acordadas mudaram

Foto; JOÃO RELVAS/LUSA
Foto; JOÃO RELVAS/LUSA

O antigo presidente executivo da CGD lamenta saída do banco público mas diz que condições que lhe foram oferecidas mudaram

António Domingues, ex-presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), apontou estar “bastante orgulhoso do trabalho que fiz e do desenho do plano estratégico” para o banco público, referindo mesmo aos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças que teria gostado de continuar a liderar o banco.

O agora ex-presidente da CGD encontra-se esta manhã a ser ouvido pela comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA), depois de um requerimento do PS. O regresso do ex-CEO da CGD à comissão de inquérito sobre o banco público foi chumbado pelos partidos mais à esquerda por ter sido considerado que a CPI apresenta mais condicionalismos que a presença na COFMA, onde o objeto da audição pode ser mais abrangente.

“Gostava muito de continuar, adorei trabalhar na CGD. Os últimos meses foram muito ricos, encontrei equipas muito motivadas mas a dada altura deixei de ter condições para continuar”, referiu António Domingues ao longo da audição de hoje no Parlamento.

“Fui convidado para convidar uma equipa em determinadas condições, algumas das pessoas que convidei nem eram portugueses mas tinham enorme experiência na banca, e de facto as condições que tinham sido acordadas não se mantiveram e as consequências foram essas. Assumi responsabilidades e saí”, detalhou.

Sem o dizer de forma totalmente direta, António Domingues tem deixado bem claro que houve uma mudança nas condições oferecidas pelo governo para liderar a CGD, nomeadamente ao nível da obrigatoriedade de apresentação das declarações de património de forma pública.

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