Easypay recebe novos acionistas para antecipar revolução nos pagamentos

Sebastião Lancastre, CEO da Easypay
Sebastião Lancastre, CEO da Easypay

Sebastião Lancastre, engenheiro de sistemas, começou na Xerox a vender fotocopiadoras a laser, porta a porta – o primeiro negócio foi por três mil contos -, passou pelo desktop publishing – ajudou a lançar o Diário Económico -, depois foi trabalhar com o seu pai na Unicre e daí saltou, em 2000, para lançar o seu projeto, a Easypay que, simplificando, ajuda as empresas a gerir todos os pagamentos necessários à sua atividade.

“Transforme caixas multibanco em caixas de pagamento da sua empresa”, é assim que no site desta instituição de pagamento, fiscalizada pelo Banco de Portugal, se responde à pergunta “para que serve a Easypay?”.

Neste momento, são mais de 2000 clientes – Nestlé, VivaFit, Holmes Place e Spartoo, entre outros. Em 2013, foram processadas 1,3 milhões de transações equivalentes a 33 milhões de euros de pagamentos. “O objetivo para este ano é chegar aos 50 milhões de euros, o que será concretizado, atendendo à evolução registada nos primeiros três meses de 2014”, explicou Sebastião Lencastre, o dono da Easypay. O lucro desta empresa, que vive das comissões cobradas, totalizou um milhão de euros, sendo a previsão para este ano de 1,3 milhões de euros.

Mas o desafio de Sebastião Lancastre já não é o de crescer apenas uma vez ao ano, como até aqui, mas multiplicar por muito mais a dimensão da Easypay. Por isso, mantém negociações com potenciais interessados em entrar no capital da sua empresa. “Tenho um par de empresas interessadas em investir na Easypay. Estamos numa fase de namoro. Existem acordos de confidencialidade, pelo que não posso revelar a identidade dos investidores, mas são fundos de investimento especializados em desenvolver empresas como a Easypay”, explicou o gestor. A parceria será formalizada apenas em 2015.

Para já, a Easypay aproveita a entrada em vigor da Área Única de Pagamentos em Euros (SEPA, na sigla inglesa), em agosto, para oferecer os seus serviços a empresas estrangeiras. A partir desta data todas as transferências a crédito e os débitos diretos serão efetuados num formato único a nível europeu.

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