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Ebury Portugal passa marca dos mil clientes-empresas

Duarte Líbano Monteiro posa na mezzanine do Hotel Tivoli Lisboa. É o Chief Executive Officer (CEO) da Ebury para a Iberia e Itália, uma empresa especialista no mercado de câmbios, que pretende ser uma alternativa à banca nos serviços de câmbios junto das pequenas e médias empresas. 
(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)
Duarte Líbano Monteiro posa na mezzanine do Hotel Tivoli Lisboa. É o Chief Executive Officer (CEO) da Ebury para a Iberia e Itália, uma empresa especialista no mercado de câmbios, que pretende ser uma alternativa à banca nos serviços de câmbios junto das pequenas e médias empresas. (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

A fintech especialista em câmbios está a recrutar para o seu escritório em Lisboa e visa expandir-se no norte do país.

Há quase quatro anos de atividade em Portugal, a Ebury conta já com mais de mil clientes-empresas no país, um marco para a fintech especialista em câmbios. “Existem três a quatro mil empresas em Portugal que trabalham com moeda estrangeira. Temos perto de um terço do mercado, atualmente”, disse Duarte Líbano Monteiro, responsável pela Ebury em Portugal e Espanha.

No seu escritório de Lisboa, a fintech emprega cerca de 20 colaboradores, que se concentram sobretudo na captação de novos clientes. A empresa está “ativamente a recrutar” para reforçar a sua equipa em Lisboa e também pretende expandir-se no norte do país, para lá da presença que já tem no Porto.
Sem ter ainda fechados os resultados do ano fiscal que terminou a 30 de abril, Líbano Monteiro diz que a fintech está numa nova fase. “Tenho mais receitas do que a maioria dos bancos portugueses (nos câmbios)”, afirmou o gestor. “Chegámos a um ponto em que os bancos não conseguem concorrer connosco em termos de serviço e de preço, devido à estrutura de custos mais leve”, frisou em entrevista ao Dinheiro Vivo. Na nova fase da Ebury, a empresa tem sido procurada por bancos em diversos mercados onde opera para fazer parceria. “Há bancos que nos têm pedido para fazermos a parte de moeda estrangeira para os seus clientes”, indicou.

Presente em 19 países e com 22 escritórios abertos, a Ebury tem vindo a crescer, em média, mais de 85% anualmente e chamou a atenção de interessados na sua aquisição, incluindo por parte de um banco. Mas pretende manter-se independente.
A fintech abriu ao todo oito escritórios no último ano e meio. Lida com 140 moedas e tem mais de 40 mil empresas como clientes. “Conseguimos registar dois mil clientes ao mês”, afirmou Líbano Monteiro. O volume transacionado pela Ebury superou os 20 mil milhões de euros no último ano. A empresa, com sede no Reino Unido, preparou-se para a saída do país da União Europeia com a criação de uma empresa na Bélgica para acomodar as novas contas dos clientes.
Além do Reino Unido e da Europa continental, está presente no Canadá, Hong Kong, Dubai e Austrália e está a tentar obter licença nos EUA. Em termos de novos mercados, olha para a América do Sul, África do Sul, Singapura e países nórdicos.

Em Portugal, 70% das transações são relativas a operações com dólares, depois libras e o yuan.
A Ebury tem vindo a desenvolver novos serviços para os clientes, nomeadamente o financiamento à importação.

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