Espírito Santo recebeu seis ofertas pela seguradora Tranquilidade

Tranquilidade pode mudar de mãos
Tranquilidade pode mudar de mãos

O Grupo Espírito Santo recebeu seis ofertas pela seguradora Tranquilidade, segundo apurou o Dinheiro Vivo. Cinco foram feitas por fundos de 'private equity' e uma veio de uma seguradora internacional. Entre os interessados, sabe o Dinheiro Vivo, estão os norte-americanos da Apollo, o fundo que perdeu a privatização da Caixa Seguros para os chineses da Fosun.

O Dinheiro Vivo sabe que o prazo para a entrega das propostas termina hoje e os interessados apresentaram ofertas distintas. Houve propostas que contemplam a entrada no capital da Tranquilidade, incluindo também nas seguradoras como a BES Vida e T-Vida, e outras ofertas que preveem uma parceria com a seguradora do Grupo Espírito Santo.

Apesar de na apresentação anual de resultados do BES, Ricardo Salgado ter afastado a venda da Tranquilidade, deixou em aberto a possibilidade de fazer uma parceria.

A Tranquilidade “é uma jóia cintilante da coroa, que ajuda as próprias empresas do grupo. Com a operação da Caixa Seguros, houve alguns investidores que nos procuraram. Estamos a estudar alguma associação mas não pretendemos vender a Tranquilidade. Mas podemos estudar parcerias” revelou o banqueiro nos resultados anuais.

Três meses depois, a concretização de uma operação de venda ou parceria parece estar mais perto. Na entrevista ao Jornal de Negócios, Ricardo Salgado reconheceu haver interessados e não exclui “o private equity’ desde que a operação faça sentido”.

O grupo está a passar por uma grande reestruturação, nomeadamente com uma melhor definição da área financeira e não financeira. O BES e a restante área financeira do GES passaram a estar debaixo do mesmo braço. Isto significa que a Rio Forte Investments (detida em 100% pela ESI) passou a deter debaixo de si todos os activos não financeiro e tainda o Espírito Santo Financial Group (ESFG), que detém 35,5% do BES e 100% da seguradora Tranquilidade.

Esta reorganização do grupo terá sido uma resposta da família à pressão do Banco de Portugal. Com esta organização a Rio Forte acabou por substituir a ESI como ‘holding’ central do grupo.

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