Fundo de Resolução

Estado corta juros cobrados ao Fundo de Resolução e prolonga empréstimo

Fundo de Resolução já pagou 251,5 milhões de euros relativos a juros. Mas novas condições dos créditos cortam juro para menos de metade

Os empréstimos de 3,9 mil milhões de euros e de 700 milhões de euros cedidos, respetivamente, pelo Estado e pela banca ao Fundo de Resolução foram prolongados até ao final do próximo ano, avançou o Fundo de Resolução em nota agora publicada no seu site. Estes empréstimos serviram para financiar o lançamento do Novo Banco e com a atual renegociação veem igualmente o seu custo cair a pique.

Estes dois créditos tinham como prazo máximo precisamente o dia de hoje, 4 de agosto de 2016, tendo o Estado e os bancos envolvidos acordado agora com o Fundo que os créditos “passaram a ter vencimento em 31 de dezembro de 2017, sem prejuízo da possibilidade de reembolso antecipado ou de serem acordadas novas alterações”. Além do prolongamento dos prazos, também as condições do empréstimos foram revistas em baixa.

Segundo avança o comunicado do FR, “a taxa de juro de ambos os empréstimos passou a corresponder a uma taxa de 0,7%, acrescida de uma comissão base no valor de 0,15%, e de um spread de 0,35% [a] que será sucessivamente adicionado, em cada período de três meses, contados a partir de 4 de agosto de 2016, de um spread adicional, e cumulativo, de 0,05%”.

Assim, e nos três primeiros meses de vigência destes novos termos os juros associados aos dois empréstimos passam a custar 1,25% (ou seja, 0,7% + 0,15% + 0,35% +0,05%). Depois, e a cada trimestre, o custo do juro sobe mais 0,05% – primeiro para 1,3%, 1,35%, etc…

Em comparação com a versão inicial destes empréstimos nota-se um corte significativo na taxa de juro final, depois da taxa de referência ter ficado originalmente fixada em 2,8%, a que eram acrescidos 15 pontos base e uma subida trimestral de 5 pontos, resultando em pouco mais de 2,9% de juro no primeiro trimestre e pouco mais de 3% nos trimestres seguintes.

Além do empréstimo do Tesouro, o segundo crédito obtido pelo Fundo de Resolução foi contratado junto da Caixa Geral de Depósitos, BCP, BPI, Santander Totta, Montepio Geral, Popular, BIC e Crédito Agrícola Mútuo.

No comunicado o Fundo de Resolução acrescenta ainda que dos 3,9 mil milhões de euros emprestados pelo Estado, já foram pagos 251,5 milhões de euros apenas relativos a juros, cuja periodicidade é trimestral.

(Notícia atualizado às 19h45)

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