Estado já injetou 6,15 mil milhões de euros no BCP, BPI e CGD

Vítor Gaspar, ministro das Finanças
Vítor Gaspar, ministro das Finanças

O BCP, o BPI e a Caixa Geral de Depósitos já receberam as injeções de capital da parte do Estado e que lhes vai permitir cumprir as exigências de solvabilidade da Autoridade Bancária Europeia (EBA). No total, foram injetados 6,15 mil milhões de euros nos três instituições financeiras.

O anúncio foi feito em comunicado emitido pelo ministério das Finanças no qual revela a “conclusão das operações de injeção de capital no BCP, no Banco BPI, e na Caixa Geral de Depósitos”.

No caso do BCP, “o Estado subscreveu e liquidou 3 mil milhões de euros de instrumentos Core Tier 1 (ISE) emitidos pelo BCP”, sendo que o banco vai realizar um aumento de capital social junto dos seus acionistas no montante de 500 milhões de euros, que espera estar concluído até ao final de setembro de 2012.

Já no BPI, o ministério revela que “o Estado subscreveu e liquidou 1.500 milhões de euros de ISEs emitidos pelo BPI”. Tal como o BCP, o banco liderado por Fernando Ulrich vai fazer um aumento de capital de 200 milhões de euros até ao final de setembro de 2012 e”sujeito à aprovação do Banco de Portugal, pretende utilizar os proveitos para recomprar um montante equivalente de ISEs”.

Na Caixa Geral de Depósitos, o Estado “subscreveu e liquidou 900 milhões de euros de ISEs emitidos pela CGD”, além de também ter subscrito e liquidado “um aumento de capital social de 750 milhões de euros, através da emissão de 150.000.000 novas ações com o valor nominal de 5,00 euros cada”.

Segundo o documento, estas injeções de capital “permitem aos bancos exceder os exigentes objetivos de capital impostos pela Autoridade Bancária Europeia, a cumprir até 30 de junho de 2012”.

Além disso, estas injeções de capital permitem que os bancos “atinjam um rácio de Core Tier 1 superior ao objetivo de 10% fixado pelo Banco de Portugal para dezembro de 2012”.

“As instituições de crédito portuguesas encontram-se agora entre os bancos mais bem capitalizados da Europa”, acrescenta o documento.

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